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Europeus ainda divergem sobre atuação conjunta contra a crise

Os 27 países da União Européia aprovam maior participação dos países emergentes nas instituições financeiras internacionais e têm acordo sobre um pacote para levar à cúpula do G-20 em Washington, no dia 15 de novembro. Mas, no melhor estilo europeu, fracassam em fechar entendimento sobre como dar uma resposta à crise que se transfere para a economia real.

Agência Estado |

A UE acatou o projeto da França para reformar o sistema financeiro e aumentar a regulamentação dos Estados sobre bancos, hedge funds e outros atores. A proposta está sendo considerada na Europa uma reviravolta em relação às reformas liberalizantes dos anos 80 e 90. No total, 11 propostas concretas foram aprovadas ontem em Bruxelas pelos ministros de Finanças da Europa.

A ministra da Economia da França, Christine Lagarde, afirmou que todos os pontos foram aprovados, salvo uma atuação conjunta internacional para dar uma resposta à desaceleração da economia. O veto veio da Alemanha, que não quer nada que indique a criação de eventual governo econômico internacional, conforme proposto pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy.

"É muito importante que não se crie nenhuma esperança de que um governo econômico europeu seja criado", afirmou o ministro de Finanças da Alemanha, Peer Steinbrueck. Para os alemães, cada governo deve saber o que é melhor para incentivar sua economia. Na segunda-feira, a Comissão Européia revelou que o bloco entrará em recesso. Amanhã, o Banco Central Europeu deve cortar mais uma vez suas taxas de juros.

Uma das 11 propostas aprovada ontem foi a de apoiar os países emergentes em obter maior voz nas instituições internacionais, como o FMI e Banco Mundial. O chanceler Celso Amorim disse na segunda-feira que essa seria uma das principais metas do Brasil em Washington.

"Qualquer nova arquitetura que saia do encontro de Washington precisa garantir que seja com maior representatividade dos países emergentes e também dos europeus", afirmou o comissário de Economia da UE, Joaquin Almunia. Sua afirmação deixou claro que, além de defender os interesses dos emergentes, a Europa quer reduzir o poder americano nos fóruns internacionais. Hoje, nenhuma decisão passa pelo FMI sem o voto americano.

Para Lagarde, o FMI deve ganhar novos poderes, inclusive de soar alarmes antes de desastres. O fundo se defende e alerta que já havia proposto isso há dois anos, mas ninguém escutou.

A Europa ainda deixa claro que a maior participação tem um preço. O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, está em turnê pelos países árabes e China tentando convencê-los a dar mais dinheiro para o FMI criar um fundo de emergência aos países em dificuldade. Os europeus até agora não detalharam como seria a nova participação dos países emergentes no Fundo, além do dinheiro que teriam de dar. Amorim discorda que o maior peso exija mais dinheiro.

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