O temor de uma recessão que chacoalhava os mercados financeiros nesta quinta-feira foi amenizado no final da tarde. A Europa fechou em baixa e não chegou a se beneficiar do otimismo que levou para o positivo os principais índices de NY.

Acordo Ortográfico Por volta de 16h30, o Dow Jones operava com alta de 2,08% e o Nasdaq tinha valorização de 2,89%, retomando o otimismo registrado na abertura do mercado norte-americano na manhã desta quinta-feira - gerado pela flexibilizaçao das condições de crédito que incentivam algumas modestas realizações de lucro depois da pior sessão em mais de 20 dias.

Após a divulgação de dados negativos da economia dos EUA , os índices passaram boa parte da tarde no negativo.

Europa

Na Europa, os principais mercados fecharam o pregão desta quinta-feira com perdas. O índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, fechou  em queda de 5,35% (218,2 pontos), para 3.861,4 pontos. O índice FTSE-250 teve baixa de 5,43% (364,4 pontos), para 6.342,7 pontos.

O índice DAX 30 da Bolsa de Frankfurt fechou com queda de 238,82 pontos (4,91%), aos 4622,81 pontos. Em Madri, a perda foi ligeiramente menor. O índice Ibex-35 caiu 4,11%, a 9.308,20 pontos. O índice Latibex, que reúne 38 valores latinos cotados em euro em Madri, também registrou uma forte queda, de 10,65%, a 1.838,80 pontos.

Tóquio

Na Ásia, o índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, despencou mais de 11%, a segunda maior queda da história do índice.

Mais ação

Líderes da União Européia, em encontro em Bruxelas, devem defender mais ação para combater a desaceleração econômica, incluindo a adoção de medidas para dar sustentação à indústria, de acordo com esboço do comunicado da reunião.

Os dois maiores bancos da Suíça - UBS e Credit Suisse - receberam fundos emergenciais do governo, além de apoio de outros investidores.

O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, afirmou que o governo norte-americano pode ter que colocar mais dinheiro nos bancos para restabelecer a confiança do investidor, derrubada pela crise que começou no mercado de moradias dos Estados Unidos e agora ameaça a economia do planeta.

Mas as decisões tomadas acabaram sendo ofuscadas pelas quedas das bolsas de valores na Ásia e na Europa. "Os mercados estão vendendo ações porque os investidores ainda acham que os passos dados pelas autoridades dos Estados Unidos não são suficientes", afirmou o premiê japonês.

O Banco Central Europeu (BCE) disse que vai repassar até 5 bilhões de euros (US$ 6,8 bilhões) para a Hungria, para garantir liquidez no mercado local. Governos ao redor do mundo já comprometeram US$ 3,2 trilhões em medidas emergenciais, incluindo a compra de participação em bancos.

Mas a falta de confiança continua entre as instituições financeiras, que têm evitado emprestar umas para as outras. Os depósitos overnight dos bancos no BC europeu atingiram o recorde de 210,8 bilhões de euros. "O único provedor de liquidez agora é o banco central", afirmou Guillame Baron, estrategista do Société Générale, em Paris.

(Com informações da Retuers e AFP)

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