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Europa volta ao pessimismo e bolsas fecham em baixa

As principais bolsas européias fecharam com queda expressiva, revertendo a relativa euforia de ontem, após o anúncio do pacote de estímulo econômico da China. Os mercados foram pressionados pelos fracos dados corporativos, que aumentaram o temor quanto a uma recessão mais profunda e prolongada do que inicialmente se esperava, disseram analistas.

Agência Estado |

As ações de bancos e petroleiras estão entre as maiores quedas do dia.

Em Londres, o índice FT-100 caiu 157,23 pontos, ou 3,57%, e fechou com 4.246,69 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 169,34 pontos, ou 4,83%, e fechou com 3.336,41 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX-30 recuou 263,95 pontos, ou 5,25%, e fechou com 4.761,58 pontos.

"Os mercados de ações têm a tendência de se recuperar durante as recessões, mas se esta é uma recessão duradoura então devemos nos preparar para um demorado e mais baixo nível de recuperação dos mercados", afirmou Justin Urquhart Stewart, diretor de investimentos da Seven Investment Management.

A euforia de ontem desapareceu nesta hoje ajudada pela divulgação de mais dados macroeconômicos negativos. No Reino Unido, a conclusão de moradias caiu em outubro para o menor nível desde que o Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS) começou a acompanhar os dados em 1978, enquanto outro relatório mostrou que as vendas no varejo caíram 2,2%, de acordo com o Consórcio de Varejistas Britânicos.

No setor financeiro, as ações do banco Intesa Sanpaolo recuaram 16,86% na Bolsa de Milão. A negociação dos papéis chegou a ser suspensa por alguns momentos com os investidores reagindo à notícia de que a instituição não pagará dividendos neste ano. Em uma conferência após a divulgação dos resultados, o banco justificou a medida dizendo que precisa fortalecer sua posição de capital e alertou que, em 2009, os dividendos "estão sob risco". Na mesma bolsa, as ações do banco UniCredit recuaram 11,00%.

Em Madri, Banco Santander recuou 7,07%. Em Londres, HSBC Holdings perdeu 5,3% e Lloyds TSB Group caiu 9,12%. Na Bolsa de Paris, Société Generale recuou 8,31% e Credit Agricole perdeu 6,83%. "A Libor (taxa interbancária) continua seu declínio constante com a lenta melhora do sistema monetário, mas a menos que possamos ter mais dinheiro girando mais rápido, a economia terá dificuldades para se recuperar", disse Stewart, da Seven Investiment.

Outro setor que sente o impacto na queda da demanda mundial é o de energia. Os preços do petróleo negociado em Nova York recuaram abaixo de US$ 59 pela primeira vez desde março de 2007, puxando as ações do setor. Os papéis da StatoilHydro recuaram 5,8%. British Petroleum recuou 11% e a francesa Total teve queda de 7,2%.

Ainda no lado negativo, as ações do maior operador de hotéis do mundo em número de quartos, o Intercontinental Hotels Group (IGH) recuaram 7,8% depois de a empresa ter informado aumento de 2% no lucro do terceiro trimestre, mas queda na receita de seus hotéis em outubro por conta da crise financeira. A Nokia Siemens Networks informou estar no último estágio de seu programa de reestruturação, que levará a um corte de 10% a 15% em sua força de trabalho. As ações da Nokia tombaram 8,2% e as da Siemens recuaram 8,9%.

Na contramão, as ações da gigante de telecomunicações sem fio Vodafone Group subiram 6,2% na Bolsa de Londres. Os investidores reagiram à elevação da perspectiva de fluxo de caixa para o ano e ao lançamento de um programa de economia de gastos de 1 bilhão de libras (US$ 1,55 bilhão), mesmo após a maior operadora móvel do mundo divulgar queda de 35% no lucro do primeiro semestre, para 2,17 bilhões de libras (US$ 3,38 bilhões).

Em Madri, o índice Ibex-35 recuou 381,90 pontos, ou 4,11%, e fechou com 8.911,90 pontos. Além dos papéis do Santander, ações de outros bancos também recuaram: BBVA perdeu 8,95% e Banco Popular, 7,33%. Em Lisboa, o índice PSI-20 caiu 1,30% e fechou com 6.603,91 pontos. O banco BP recuou 4,09%. Portugal Telecom fechou com alta de 1,43% depois de resultados melhor que o esperado com a Vivo, no Brasil. Em Milão, o índice S&P/MIB teve queda 1.368 pontos, ou 6,20%, e fechou com 20.709 pontos. As informações são da Dow Jones.

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