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As bolsas europeias encerraram com o pior desempenho em 18 meses, ainda assombradas pela Grécia

As bolsas europeias voltaram a cair nesta sexta-feira, encerrando a pior semana dos mercados em 18 meses. Além das preocupações com a Grécia e com a contaminação da crise para outros países da região, as eleições no Reino Unido também estiveram no foco dos investidores hoje.

Em Londres, o FTSE 100 perdeu 2,62%, para 5.123 pontos; em Paris, o CAC-40 despencou 4,60%, para 3.393 pontos; e o DAX, de Frankfurt, fechou aos 5.715 pontos, com baixa de 3,27%. O partido Conservador, de oposição, venceu ontem as eleições no Reino Unido, mas não obteve a maioria no Parlamento, segundo pesquisa de boca de urna.

A formação do novo governo deve depender de negociação entre os partidos. Em meio à crise fiscal europeia, analistas temem que essa indefinição política leve ao poder um governo fraco, o que afetaria a confiança no país. Já a Grécia segue no foco, com os investidores acompanhando a votação do plano de ajuda pelos parlamentos dos países que participarão do pacote de 110 bilhões de euros.

Na Alemanha, um empréstimo de 22,4 bilhões de euros passou pela Câmara Baixa do Parlamento e ainda hoje deve ser aprovado na Câmara Alta. Na França, depois de um dia de debate, os senadores aprovaram o auxílio de 16,8 bilhões de euros. A Itália, por sua vez, alocará um total de 14,8 bilhões de euros. O decreto tem efeito imediato, mas somente deve ser aprovado pelo Parlamento em 60 dias.

Na Espanha, o Conselho de Ministros aprovou a contribuição de quase 9,8 bilhões de euros ao pacote. E em Portugal, mesmo endividado, o parlamento de Portugal concordou em emprestar à Grécia 2 bilhões de euros. Entre os destaques corporativos do dia, os papéis do HSBC fecharam com leve alta de 0,19%, depois que o banco inglês divulgou uma prévia de seu balanço. A instituição afirmou que o desempenho no primeiro trimestre foi melhor do que no mesmo trimestre do ano passado, ajudado pela redução de perdas com crédito.

Já o BNP Paribas e o Societe Generale despencaram 5,7% e 8,0%, respectivamente, com os investidores preocupados com a elevada exposição das instituições à Grécia, de 8 bilhões de euros no caso do BNP e de 13 bilhões de euros do SocGen. O mercado também ficou atento aos dados da economia americana, que criou 290 mil empregos em abril, superando a expectativa dos analistas.

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