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Europa tem forte queda, após decisão sobre montadoras

As ações de montadoras e fabricantes de peças na Europa operam em queda hoje, em meio ao amplo declínio das bolsas da região, à medida que os investidores digerem a notícia de que o Senado dos Estados Unidos não aprovou oferecer US$ 14 bilhões em empréstimos emergenciais para a indústria automotiva do país. Às 9h35 (de Brasília), a Bolsa de Londres recuava 3,99%, a de Frankfurt cedia 4,81% e a de Paris registrava a maior baixa entre os seus pares, de 5,47%.

Agência Estado |

Mais cedo, no pré-mercado em Frankfurt, as ações da General Motos (GM) caíam 40,6% e Ford perdia 18%.

Ainda que as ações para tentar salvar as Três Grandes - General Motors, Ford e Chrysler - devam continuar, e a União Européia (UE) busca ajudar o setor na região por meio de ajuda para pesquisa e desenvolvimento, a ameaça de um pedido de concordata da GM e possivelmente da Chrysler abatem os mercados ao redor do mundo.

Na Europa, a Daimler AG - que discute com a controladora da Chrysler, Cerberus Capital Management, sobre o acordo que dividiu Daimler e Chrysler no ano passado - caía 7,7%, às 9h12 (de Brasília). BMW AG perdia 5,6% e Porsche Automobil Holding recuava 5,7%.

As francesas PSA Peugeot-Citroën e Renault caíam 5,7% e 8,7%, respectivamente. A fabricante de pneus Michelin operava em queda de 7,3% e as fabricantes de peças Valeo e Faurecia recuavam 8,7% e 8,3%, respectivamente. A italiana Fiat perdia 7,5%.

As montadoras européias alertam que as vendas e os lucros estão em queda, mas continuam em posição melhor que a GM, que avisou que sem um socorro poderá ficar sem caixa e deixar de realizar pagamentos dentro de semanas.

Governos europeus já agiram para ajudar as unidades européias da GM, incluindo a Adam Opel, na Alemanha, e a Saab, na Suécia. O governo alemão considera um pedido de garantias estatais de liquidez para a Opel, enquanto a Suécia anunciou ontem medidas de US$ 3,44 bilhões para ajudar a resgatar a indústria automotiva do país, incluindo a Saab. O governo sueco disse que não irá assumir participações na Saab e na Volvo, que pertence à Ford.

Na Espanha, o Estado de Aragon concordou em dar suporte à fábrica da Opel com 200 milhões de euros (US$ 265,6 milhões) de garantias de crédito, de acordo com a GM. Em comunicado, a GM Europa disse que continua operando normalmente, enquanto discute com governos locais e sindicatos trabalhistas. As informações são da Dow Jones.

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