São quase 10 mil novas demissões a cada dia . Essa é a realidade da Europa hoje, uma economia que sofre para dar sinais de competitividade e acumula problemas.

A crise financeira se transformou numa crise da economia real e políticos já alertam para a terceira fase: a crise social. Dados de vários governos deixam claro que a situação é a pior em mais de uma década.

Entre os mais afetados estão os imigrantes, muitos deles brasileiros. Na Espanha, 46% dos imigrantes estão sem emprego. O Reino Unido divulgou nesta semana o pior aumento do desemprego em 16 anos. Hoje, o governo inglês é obrigado a pagar pensões a 980 mil pessoas: 1,8 milhão de trabalhadores perderam o emprego em 2008. E o pior é que a crise ainda não revelou toda sua dimensão. “Não estamos ainda no fundo do poço”, disse o ministro do Trabalho britânico, Tony McNulty.

No Reino Unido, foram 1,5 mil novos desempregados por dia entre agosto e outubro. Ontem, a British Telecom anunciou que demitiria 10 mil pessoas até o fim do ano. Em porcentuais, a taxa chega a 5,8% no Reino Unido, ante 7,5% na zona do euro, e deve aumentar para quase 9% em 2009. Para a HBOS, o desemprego pode chegar a 3 milhões até 2010. Na França, o governo estima que são mais de 1,2 mil o número de pessoas demitidas por dia. Na Espanha, apenas o mês de outubro registrou 192 mil novos desempregados, e o número de pessoas sem trabalho já chega a 2,8 milhões - 6,7 mil por dia. Na Alemanha, a Continental vai demitir 5 mil pessoas até o fim do ano, enquanto a Opel e BMW vão dar férias coletivas e fechar temporariamente suas fábricas no país. Um dos primeiros efeitos está sendo sentido entre os imigrantes. Na Espanha, quase metade dos estrangeiros que vivem legalmente no país está desempregada - cerca de 350 mil. Em outubro, 36 mil estrangeiros perderam o emprego. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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