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Europa prevê 3,5 milhões de desempregados em 2009

O mundo vai sofrer em 2009 o período de maior instabilidade desde a Segunda Guerra Mundial e apenas na Europa 3,5 milhões de pessoas perderão seus empregos neste ano. O alerta é da Comissão Europeia, que anunciou ontem que a zona do euro enfrenta sua primeira recessão desde a sua criação há dez anos e coloca a Europa em sua pior situação econômica em décadas.

Agência Estado |

A economia do Velho Continente ainda vai encolher 1,9%, projeção muito pior que qualquer cenário já feito para 2009. Pelas previsões de Bruxelas, a economia americana vai se contrair em 1,6% e a do Japão em 2,4% neste ano.

Na Europa, a recessão começou no terceiro trimestre de 2008. Mas os últimos três meses do ano passado foram ainda piores. Este ano, portanto, será o primeiro desde a criação da moeda comum europeia a apresentar retração na economia real. Para 2010, a situação não será muito melhor, com crescimento de apenas 0,4%, considerado praticamente uma estagnação.

O cenário e bem diferente de tudo o que a Europa previa há apenas dois meses. Os governos insistiam que a crise não afetaria a região da mesma forma que nos Estados Unidos e a Europa teria até mesmo um crescimento de 0,1% em 2009. O próprio Fundo Monetário Internacional previa queda de 0,5% para a economia europeia neste ano. Mas a queda será bem maior. "A crise será longa e profunda", afirmou a Comissão Europeia.

Na Alemanha, a economia deve encolher 2,3%, pior desempenho desde o fim da era de Hitler. A maior economia da Europa sofrerá com o fechamento de empresas e interrupção na produção. Ontem, a Basf anunciou que vai reduzir o tempo de trabalho dos empregados nas fábricas alemãs, enquanto a Siemens disse que terá dificuldades para cumprir as metas do ano.

A Irlanda terá a maior queda, de 5%, ante 2,8% no Reino Unido. Na França, a queda será de 1,8%, ante 2% na Espanha e na Itália. "O cenário é mesmo sombrio", disse o comissário de Economia da UE, Joaquin Almunia. Dos 16 países que usam o euro, 11 terão encolhimento das economias em 2009.

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