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Europa prepara novas medidas diante do tsunami financeiro

A Europa está estudando a possibilidade de adotar novas medidas para melhorar o funcionamento do sistema financeiro diante da intensidade das turbulências no continente, mas um plano de resgate generalizado como nos Estados Unidos continua fora de cogitação e seria, de qualquer forma, muito difícil de ser aprovado em 27 países.

AFP |

"Eu confirmo que, considerada esta situação, as reflexões sobre as iniciativas européias previstas diante da crise não terminaram, não se esgotaram. Está na lógica de ação", declarou nesta terça-feira o porta-voz da Comissão européia, Johannes Laitenberger, durante entrevista à imprensa.

"Há um trabalho a ser feito sobre as orientações já dadas, há ao mesmo tempo um trabalho prospectivo para o médio prazo", disse.

Ele não quis dar detalhes e falou sobre uma reunião econômica européia de alto nível prevista para daqui alguns dias em Paris, para preparar a cúpula mundial para a refundação do capitalismo financeiro internacional, proposta pelo chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy.

Nesta reunião preparatória, anunciada na segunda-feira por Sarkozy, devem participar os representantes dos quatro países européus do G8, o presidente da Comissão européia José Manuel Barroso, o presidente do Eurogrupo Jean-Claude Juncker e o presidente do Banco Central europeu Jean-Claude Trichet.

"As idéias serão apresentadas pelo presidente Barroso", destacou o porta-voz da Comissão.

Os europeus já decidiram reforçar a vigilância dos mercados incluindo as agências de classificação de risco, e melhorando a supervisão bancária pan-européia e endurecendo as condições de fundos próprios a serem respeitadas pelos bancos, para limitar os riscos assumidos pelas instituições.

A Comissão deve apresentar na quarta-feira um projeto de diretiva sobre estes dois últimos pontos.

Elas podem ir muito além disso, incluindo com mais firmeza a atividade dos fundos especulativos (hedge funds), considerados as próximas vítimas potenciais da crise. A idéia de uma limitação das remunerações mais elevadas também foi abordada.

Por enquanto, e apesar da gravidade da situação, os europeus continuam em revanche recusando a idéia de resgate bancário americana, que consiste em criar uma estrutura para recolher todos os ativos "podres" dos bancos da UE.

Eles não consideram necessário, argumentando uma melhor saúde das instituições européias. Segundo uma fonte européia, a metade destes ativos duvidosos em nível mundial, na origem da crise de desconfiança atual, está em estabelecimentos da UE.

Porém, segundo Marco Annunziata, economista do banco Unicredit, eles deveriam dizer que estão prontos a lançar uma versão européia do plano de resgate de 700 bilhões de dólares dos EUA. Problema: a UE teria muitas dificuldades para aprovar um amplo plano comum como este em 27 países, principalmente por falta de meios para isso.

ylf/lm

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