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Europa oscila à espera de plano para montadoras

As bolsas européias oscilam entre leve alta e leve baixa, enquanto investidores aguardam informações concretas sobre o resgate do governo dos EUA às três grandes montadoras de Detroit e avaliam o potencial do plano de gastos do presidente eleito norte-americano Barack Obama, que motivou o rali ontem. Segundo participantes do mercado, boa parte dos dados ruins já está embutida no preço dos ativos, mas as cotações não são atrativas o suficiente para motivar uma recuperação sustentada apenas por isso, em meio ao receio de que possam vir notícias piores do que o esperado.

Agência Estado |

O setor de tecnologia é o que mais sofre hoje, depois de a Texas Instruments e a Broadcom terem cortado as previsões para o quarto trimestre e a Sony ter anunciado um plano de corte de 8 mil empregos e de 10% da produção.

O Congresso dos EUA e a Casa Branca avançaram um pouco nas negociações em torno do pacote de socorro às três grandes montadoras do país (General Motors, Ford e Chrysler), considerando uma legislação que daria ao governo uma participação substancial no setor e um papel central em sua reestruturação. De acordo com o The Wall Street Journal, sob os termos da proposta, que foi debatida na noite de ontem, o governo receberia garantias em ações no equivalente a pelo menos 20% dos empréstimos que cada empresa vier a obter.

A divulgação do índice de expectativas econômicas na Alemanha, do instituto ZEW, abriu espaço para algumas bolsas ensaiarem mais um dia de alta. O índice subiu de -53,5 para -45,2 em dezembro, contrariando as expectativas de queda para -55.

Às 8h35 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 1,32%, a Bolsa de Paris ganhava 1,79% e Frankfurt avançava 0,89%. O futuro Nasdaq 100 subia 0,60% e o futuro S&P 500 avançava 0,52%.

Fora do setor de tecnologia, quem também reduziu projeção ontem à noite foi a FedEx Corp. A empresa, cuja atividade é amplamente vista como um indicador para a economia geral, disse que prevê um lucro de US$ 3,50 a US$ 4,75 por ação no ano fiscal 2009, abaixo da expectativa anterior de US$ 4,75 a US$ 5,25 por ação.

As ações da rival alemã, Deutsche Post, subiam 3,2%. A empresa disse hoje que mantém sua projeção para 2008. Recentemente, a Deutsche Post afirmou que provavelmente registraria prejuízo líquido no ano, após encargos com reestruturação nos EUA.

No âmbito macroeconômico, o dia reserva poucos indicadores nos EUA e na Europa. Dados do britânico Royal Institution of Chartered Surveyors mostraram que o sentimento do mercado imobiliário do Reino Unido melhorou, mas as vendas de residências caíram para nível recorde de baixa em novembro. Ainda no Reino Unido, a produção de manufaturas caiu 1,4% em outubro ante setembro, no oitavo mês consecutivo de declínio. Trata-se da mais longa contração seguida desde 1980. As informações são da Dow Jones.

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