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Europa não foi específica em soluções para crise

Os quatro principais líderes da Europa pediram que a União Européia dê a eles mais espaço para lidar com a crise financeira e prometeram dar suporte aos bancos de seus países. Na reunião de hoje em Paris, a França, Alemanha, Itália e Inglaterra fizeram arranjos apressados com o objetivo de reduzir o pessimismo entre os investidores e os mercados, mas não foram capazes de resolver as diferenças dentro da região, em relação a como lidar com as turbulências originadas em Wall Street.

Agência Estado |

Os líderes europeus disseram que tomarão "todas as medidas necessárias" para garantir a estabilidade do sistema financeiro e bancário, mas foram pouco específicos em relação à estas medidas. Eles pedem mais espaço de manobra em relação às regras econômicas da União Européia, no momento em que o crescimento da economia da região está desacelerando e a França e Inglaterra estão entrando em recessão. Eles também pediram mais rapidez nas ações dos reguladores da União Européia, e mais flexibilidade na aprovação dos governos de resgates aos bancos.

Os quatro líderes também pediram que o sistema financeiro seja mais supervisionado e mais coordenado, porém novamente não foram muito específicos em relação a isso. Apenas disseram que os líderes globais devem se encontrar "o mais rápido possível" para começar uma revisão do setor bancário.

Os executivos dos bancos devem ser responsabilizados se as empresas em que eles trabalham falirem, mas não foram especificados os tipos de punição a que esses executivos estarão sujeitos. Os líderes também concordaram em levantar um pacote de US$ 41,5 bilhões em empréstimos para pequenos e médios empreendimentos.

O Presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse que, com os Estados Unidos focados nas eleições presidenciais de novembro, é importante para a Europa agir no redesenho de uma economia global mais responsável. "Queremos transparência e moralização. Queremos criar valores. Queremos que as pessoas tenham confiança", afirmou Sarkozy. De acordo com ele, a crise é uma oportunidade de se criar alguma coisa, e que os líderes da União Européia esperam que a crise abra uma porta para "um mundo novo com um pouco dessas coisas e desses problemas."

A Europa está dividida em relação a que tipo de atitude deve tomar. A França é contra um plano de resgate multimilionário como o plano Paulson dos Estados Unidos, e a Alemanha acredita que os bancos devem encontrar seu próprio caminho para sair das turbulências. Na reunião, os líderes concordaram sobre a necessidade de uma "ação coordenada" quando decidirem pelo suporte aos bancos, mas não explicaram exatamente como isso será feito ou se outros países devem ser alertados por agirem sozinhos.

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