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Europa fecha em queda com dados fracos nos EUA

As principais bolsas europeias fecharam em queda, após o bom humor do mercado com a divulgação do balanço do banco JPMorgan no segundo trimestre ser afetado pelo anúncio de indicadores econômicos nos Estados Unidos, que reacenderam algumas dúvidas sobre o crescimento da economia norte-americana

AE |

As principais bolsas europeias fecharam em queda, após o bom humor do mercado com a divulgação do balanço do banco JPMorgan no segundo trimestre ser afetado pelo anúncio de indicadores econômicos nos Estados Unidos, que reacenderam algumas dúvidas sobre o crescimento da economia norte-americana. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 2,95 pontos, ou 1,15%, para 252,97 pontos.

As perdas foram "provocadas principalmente pelos dados da atividade manufatureira divulgados nos Estados Unidos", disse David Jones, da IG Index. "Houve uma queda bastante surpreendente da produção das fábricas dos EUA e isso está levantando questões sobre a força da recuperação econômica", acrescentou o estrategista.

A atividade manufatureira dos EUA cresceu a um ritmo menor em julho, em comparação com junho, em Nova York e na Filadélfia. O índice de atividade industrial do Federal Reserve da Filadélfia caiu para 5,1 em julho, de 8,0 em junho, abaixo da previsão dos economistas, que era de 10,0. O índice Empire State de atividade industrial do Fed de Nova York caiu para 5,08 em julho, de 19,57 em junho, também inferior à projeção dos especialistas, de 18,5.

O índice FTSE-100, da Bolsa de Londres fechou em queda de 42,23 pontos, ou 0,80%, para 5.211,29 pontos, com os investidores centrando foco no cenário macroeconômico e ignorando os resultados melhores do que o esperado do JPMorgan. Barclays Bank recuou 4,21%. As ações da British Petroleum subiram 0,19%, após a empresa receber a aprovação do governo norte-americano, para realizar o teste de pressão na nova tampa colocada sobre o poço no Golfo do México.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX, perdeu 60,40 pontos, ou 0,97%, para 6.149,36 pontos, seguindo a queda das Bolsas dos EUA diante da série de indicadores econômicos negativos que reduziram as esperanças de uma rápida recuperação da economia norte-americana. Os papéis do setor financeiro encerraram no vermelho. Deutsche Bank recuou 2,53%, enquanto o Commerzbank caiu 2,34%. A fabricante de chips Infineon perdeu 3,41%, depois de registrar forte desempenho na quarta-feira. A companhia aérea Lufthansa declinou 2,17%, com os detalhes sobre a criação de um novo imposto que o setor planeja aplicar sobre as viagens aéreas, o que provocou temores sobre uma queda no número de passageiros.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, recuou 51,16 pontos, ou 1,41%, para 3.581,82 pontos, puxada pela reação negativa de Wall Street com os dados econômicos divulgados nos EUA, que afetou as ações do setores financeiro e industrial. Dexia liderou os piores desempenhos do índice, cedendo 4,99%. BNP Paribas perdeu 4,02% e Crédit Agricole caiu 3,33%.

Na Bolsa de Madri, o índice IBEX 35 cedeu 118,30 pontos, ou 1,15%, para 10.160,20 pontos. O índice perdeu terreno no final da sessão, com as ações do setor financeiro sendo pressionadas pelos dados da atividade manufatureira nos EUA. Santander caiu 2,45%, BBVA recuou 2,14% e Banco Popular cedeu 2,05%. Os papéis da Telefónica declinaram 0,64%, antes do vencimento do prazo, nesta sexta-feira, para que a Portugal Telecom aceite sua oferta pela participação da empresa portuguesa na Vivo.

Contrariando a tendência negativa, o índice ASE Composite, da Bolsa da Grécia, subiu 2,2%. Os ganhos seguiram a notícia de que o Piraeus Bank fez uma oferta para adquirir participações em duas instituições de crédito estatais gregas - o Agricultural Bank of Greece e o Hellenic PostBank - por um preço total de 701 milhões de euros.

Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 encerrou com alta de 4,46 pontos, ou 0,06%, em 7.266,64 pontos. Portugal Telecom subiu 3,06%, EDP Renováveis recuou 0,99% e Energias de Portugal terminou estável. As informações são da Dow Jones.

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