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Europa fecha em baixa, após 3 sessões de ganhos

As principais bolsas européias fecharam sem direção definida hoje, com predominância de perdas nos mercados da região, pondo fim aos ganhos registrados nas três sessões anteriores desta semana, com a queda no setor de tecnologia prevalecendo sobre a alta dos papéis ligados ao petróleo. Os investidores também reagiram negativamente aos dados econômicos divulgados nesta quinta-feira nos Estados Unidos, incluindo o número de pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, que atingiu o mais alto nível semanal em 26 anos e o inesperado aumento do déficit comercial norte-americano em outubro, pela primeira vez em três meses.

Agência Estado |

Entre as que fecharam em alta, a Bolsa de Londres subiu 0,49% e a de Madri avançou 0,33%. Já a Bolsa de Paris recuou 0,43%, a de Frankfurt perdeu 0,78%, a de Lisboa teve baixa de 0,26% e a de Milão caiu 0,77%.

O setor de tecnologia se destacou na lista de baixa, sob o impacto de questões cambiais. Alcatel-Lucent caiu 2,4% e STMicroelectronics perdeu 2,2%, em meio à acentuada baixa do dólar em relação ao euro. Apesar destes declínios, o mercado londrino encontrou suporte nas petroleiras. BP subiu 4,8% e Royal Dutch Shell fechou em alta de 2,7%. Tullow Oil disparou 20% no mercado londrino após informar que perfurações bem sucedidas em Gana e Uganda deverão resultar em elevações significativas de seus recursos de petróleo.

No Reino Unido, o setor de varejo foi novamente foco por conta da guerra de preços. O supermercado Tesco fechou em baixa de 2% após anunciar descontos de 50% em centenas de produtos para atrair clientes.

Em meio à expectativa da ajuda do governo dos EUA às montadoras, o governo da Suécia anunciou um pacote de 28 bilhões de coroas (US$ 3,44 bilhões) para seu setor automobilístico. As ações da Volvo caíram 2,2% e as da Saab subiram 1,2%. Suas holdings norte-americanas, Ford e General Motors (GM), juntamente com a Chrysler estão aguardando a aprovação pelo Senado dos EUA de um pacote de crédito estimado em US$ 14 bilhões. Em Milão, Fiat caiu 5%. As informações são da agência Dow Jones.

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