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Europa fecha em baixa acentuada após pregão turbulento

As principais bolsas européias fecharam em baixa acentuada nesta quarta-feira, após uma sessão de elevada volatilidade, com o cenário financeiro se ajustando aos eventos históricos desta semana. Os índices de ações apagaram os ganhos iniciais - obtidos em reação à intervenção do governo dos EUA na seguradora American International Group (AIG) - e atingiram as mínimas em 52 semanas, com os mercados ponderando sobre a possível fusão dos bancos britânicos Lloyds TSB e HBOS.

Agência Estado |

Em Londres, o índice FT-100 caiu 113,2 pontos (-2,25%) e fechou com 4.912,4 pontos; em Paris, o índice CAC-40 recuou 87,29 pontos (-2,14%) e fechou com 4.000,11 pontos; em Frankfurt, o índice Xetra-Dax caiu 104,19 pontos (-1,75%) e fechou com 5.860,98 pontos.

As ações do HBOS, o maior banco hipotecário do Reino Unido, despencaram 19,18% depois de uma sessão extremamente volátil. O banco confirmou que está em negociações que podem resultar em uma oferta do Lloyds TSB. Tal operação criaria uma instituição de empréstimo com controle sobre pouco menos de um terço do mercado hipotecário do Reino Unido. As ações do Lloyds ficaram estáveis.

Ao contrário da maioria de seus pares, as ações Barclays subiram 3,17% depois de ter confirmado a compra de ativo do Lehman Brothers. O Barclays planeja captar 600 milhões de libras esterlinas para comprar o negócio de banco de investimentos, operações e pesquisa e renda fixa e venda de ações do Lehman Brothers na América do Norte. O analista do Dresdner Kleinwort Folkert Jan Van Der Veer disse que isso não apenas acelera os conhecidos planos do Barclays de expansão na América do Norte, mas o banco também obteve uma pechincha pelos ativos.

As ações financeiras da Europa no geral registraram desempenhos desiguais, com o mercado lutando para manter o otimismo com relação à saga da AIG. Em Amsterdã, as ações do Fortis caíram 9,96% e as da Aegon recuaram 5,92%. Contudo, as ações da Zurich Financial Services subiram 2,88% na Bolsa de Zurique, enquanto, em Frankfurt, as ações da Munich Re avançaram 1,13%.

As ações da resseguradora Swiss Re fecharam em alta de 1,76% depois de ter informado que sua exposição ao Lehman Brothers e AIG era limitada em cerca de 250 milhões de francos suíços. Contudo, a companhia disse que este dado "excluía montantes devidos a e da Swiss Re sob os acordos de resseguros existentes com as entidades legais regulamentadas", o que gerou preocupações de que sua exposição pode ser maior.

Comentando sobre a recente volatilidade dos mercados globais, Alain Bokobza, estrategista-chefe de ações e ativos cruzados do banco francês Société Générale, disse que a forma apropriada para sair da atual crise de crédito não é através de cortes no juro. "Sabemos a natureza da resposta: aumentar significativamente o volume de liquidez", disse. Isto ecoou na decisão do Banco da Inglaterra (BoE) de prorrogar seu programa especial de liquidez aos bancos até 30 de janeiro, considerando as condições do mercado.

Fora do setor financeiro, as ações do espanhol Grupo Ferrovial caíram 0,71% depois que a sua subsidiária BAA disse que está colocando o aeroporto Gatwick, no Reino Unido, à venda. A medida foi vista como uma tentativa de evitar uma venda forçada de dois dos seus três aeroportos pelo órgão antitruste britânico.

Em Milão, o índice S&P/MIB caiu 669 pontos (-2,52%) e fechou com 25.920 pontos; em Madri, o índice Ibex-35 recuou 250,10 pontos (-2,29%) e fechou com 10.661,40 pontos; em Lisboa, o índice PSI-20 caiu 151,87 pontos (-1,87%) e fechou com 7.951,80 pontos. As informações são da Dow Jones.

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