As bolsas européias fecharam, em sua maioria, em baixa, refletindo notícias divergentes nos balanços das empresas do setor financeiro e elevação no preço do petróleo. Outras notícias que atraíram a atenção do mercado foram a decisão, esperada, de manutenção do juro pelo Banco da Inglaterra e pelo Banco Central Europeu (BCE) em 5% e 4,25%, respectivamente.

O índice FT-100, de Bolsa de Londres, terminou o dia em queda de 0,16% aos 5.477,50 pontos; o índice CAC-40, da Bolsa de Paris, subiu 0,20% para 4.457,43 pontos; o Xetra-DAX, de Frankfurt, fechou em baixa de 0,27% para 6.543,49 pontos.

Kenneth Broux, economista do Lloyds TSB, em Londres, afirmou que o BCE efetivamente descartou mudança no juro no curto prazo. E completou: "Quedas intensas na confiança do consumidor e erosões no poder de compra nos faz pensar se haverá melhora dos fundamentos". Este sentimento refletiu-se em ações de setores de bens de consumo doméstico e pessoal, como os papéis da L'Oreal, que caíram 2,2%. Os papéis do grupo Danone cederam 3% e os da Reckitt Benckiser Group caíram 1,9%.

Já o petróleo valorizado colocou as ações de setores sensíveis à matéria-prima (commodity) também sob pressão, como British Airways, que caiu 4,9%. Mas papéis de produtoras como a British Petroleum em alta. Os papéis da BP fecharam em alta de 2,1%, enquanto as da Cairn Energy avançaram 2,8%.

No setor financeiro, a seguradora Axa reportou queda de 32% em seu lucro líquido do primeiro semestre, mas disse que manterá em 2008 o mesmo nível de dividendo de 2007. As ações da seguradora subiram 4,8%. Na outra ponta, os papéis da Aegon foram um dos que mais caíram, também em reação ao anúncio de queda, de 58%, em seu lucro líquido, para nível inferior ao previsto pelos analistas. O resultado da seguradora foi atingido por perdas em investimentos e com baixas contábeis relacionadas à crédito. O grupo, que também opera nos EUA por meio da marca Transamerica, disse que as perspectivas econômicas são incertas e admitiu a possibilidade de mais baixas contábeis relacionadas a queda no valor de ativos até o final do ano. As ações da Aegon fecharam em baixa de 7,5%.

Já o banco inglês Barclays fechou em alta de 1,63%, após anunciar queda de 35% no lucro líquido do primeiro semestre, para 1,72 bilhão de libras (US$ 3,4 bilhões), após baixas contábeis de 1,98 bilhão de libras (US$ 3,9 bilhões) no período. O número ficou acima da previsão dos analistas, de 1,51 bilhão de libras. As informações são da Dow Jones.

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