WASHINGTON, 8 de junho (Reuters) - Os líderes europeus estão comprometidos em assegurar a sobrevivência do euro e têm dinheiro suficiente para cumprir as obrigações de países altamente endividados da região, disse o chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, na noite de segunda-feira.

Ele acrescentou que o pacote de estabilização do euro de quase 1 trilhão de euros é "bastante dinheiro" e é o suficiente para proteger Grécia, Portugal e Espanha dos voláteis mercados de crédito por muitos anos.

WASHINGTON, 8 de junho (Reuters) - Os líderes europeus estão comprometidos em assegurar a sobrevivência do euro e têm dinheiro suficiente para cumprir as obrigações de países altamente endividados da região, disse o chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, na noite de segunda-feira.

Ele acrescentou que o pacote de estabilização do euro de quase 1 trilhão de euros é "bastante dinheiro" e é o suficiente para proteger Grécia, Portugal e Espanha dos voláteis mercados de crédito por muitos anos.

Mas ele reconheceu que os investidores ainda não estão convencidos de que os problemas de dívida da região serão resolvidos e que mais dinheiro pode ser necessário.

"A liderança europeia está fortemente comprometida em fazer o que for necessário para preservar o euro, preservar a zona do euro, preservar o projeto europeu e evitar problemas financeiros", disse Bernanke.

Em uma sessão de perguntas e respostas, Bernanke disse que a lei de reforma regulatória sendo finalizada pelo Congresso norte-americano contém fortes medidas para lidar com o problema de empresas financeiras serem "grandes demais para falir".

"O teste para a reforma será este: ela controlará as 'grandes demais para falir?'", disse ele, referindo-se a medidas como regras de capital bancário mais rígidas, autoridade de resolução para fechar com segurança empresas em processo de falência e a exigência das empresas planejarem sua própria bancarrota.

Quando perguntado se acha que a lei ajuda mais do que prejudica, Bernanke respondeu: "Sim, eu acho".

Ele também disse que a economia dos EUA parece ter força suficiente para evitar uma recaída na recessão, citando alguns sinais de fortalecimento dos gastos empresariais e do consumidor.

"Há alguns sinais de que o setor privado está assumindo o comando", disse ele.

Porém, Bernanke observou que o ritmo da recuperação é moderado consoderando a profundidade da recessão, e que é mais provável que o desemprego diminua lentamente.

Sobre a China, Bernanke disse que ele é a única autoridade norte-americana que participou de todas as reuniões estratégicas e econômicas entre os EUA e o país desde que elas foram iniciadas pelo ex-secretário do Tesouro, Henry Paulson, durante a crise financeira.

Ele disse que o novo formato das reuniões é especialmente útil porque amplia as discussões para além dos tradicionais pontos de conflito, como o valor da moeda chinesa.

Bernanke afirmou que a China reconhece que tem uma "codependência" com os Estados Unidos. A China é o maior comprador estrangeiro de títulos da dívida norte-americana, enquanto os EUA são um parceiro comercial vital para a China.

"Há um real desejo em ambos os lados para se comprometer", disse Bernanke. "Para mim, é uma conquista muito importante ter essas linhas de comunicação abertas."

(Reportagem de Mark Felsenthal, Pedro da Costa e Emily Kaiser)

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