Os líderes dos 15 países da chamada zona do euro discutem nesta tarde um plano com 14 medidas para estabilizar os mercados financeiros, afirma uma declaração preliminar divulgada no início da cúpula, que acontece em Paris. O plano integral prevê que os governos ofereçam garantias e seguro, comprem papéis de companhias problemáticas, forneçam capital de qualidade para instituições financeiras por meio de ações preferenciais, entre outros instrumentos, e atuem para estabilizar os vencimentos de longo prazo.

O pacote também solicita que o Banco Central Europeu (BCE) crie um instrumento para adquirir papéis comerciais de instituições financeiras e outras companhias e injete recursos em operações com falta de liquidez. Na semana passada, o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) aprovou um plano semelhante.

Os governantes da zona do euro também querem que o BCE mantenha uma posição flexível para lidar com a crise - o que pode ser interpretado como um pedido para que a entidade relaxe a política monetária, se necessário. A declaração provisória também saúda a participação do BCE na ação conjunta de bancos centrais de todo o mundo, que resultou num corte generalizado de juros na semana passada.

Sem dizer quanto o programa vai custar ou como será financiado, a declaração afirma que os governos serão cautelosos em relação aos interesses dos contribuintes e assegura que os atuais acionistas e dirigentes das empresas, que vierem a ser resgatadas, vão tolerar as conseqüências da intervenção governamental. O documento acrescenta que as companhias que receberem ajuda emergencial serão reestruturadas. Contudo, ainda não está claro se os pontos contidos nesta declaração serão mantidos no texto final da cúpula.

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