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Europa debate hoje plano de salvação

Uma semana após a Cúpula de Paris, que reuniu líderes das quatro maiores economias da Europa, chefes de Estado e de governo voltam ao Palácio do Eliseu hoje para anunciar, ao que tudo indica, um acordo histórico de socorro ao sistema financeiro da União Européia. Depois do fracasso das medidas nacionais, defendidas pela Alemanha, o projeto de uma ação conjunta deve prevalecer.

Agência Estado |

Ontem, a ministra da Economia da França indicou que o plano terá como inspiração as medidas adotadas na semana passada pelo Reino Unido.

A reunião, convocada em regime de urgência na sexta-feira pelo presidente em exercício da União Européia, Nicolas Sarkozy, ocorrerá hoje às 17 horas. Participarão os líderes dos 15 países que adotam o euro como moeda, tendo à frente Alemanha, França, Itália e Espanha.

Há uma semana, na Cúpula de Paris, diante da resistência da chanceler alemã Angela Merkel de contribuir para um fundo europeu contra a crise bancária - estimado em 300 bilhões -, governos do G4 anunciaram apenas a intenção de evitar a falência dos bancos e garantir o depósito dos poupadores. Não houve, então, acordo sobre medidas práticas para conter o problema.

Após uma semana de perdas de mais de 22% nas bolsas, a pressão de Sarkozy e dos primeiros-ministros do Reino Unido, Gordon Brown, da Itália, Silvio Berlusconi, e da Espanha, José Rodriguez Zapatero, sobre o governo alemão parece ter surtido efeito. Merkel teria aceitado uma ação coordenada de recapitalização dos bancos - com nacionalização parcial - e garantia de débitos. A proposta se assemelha à anunciada por Brown, que destinará 63,50 bilhões para capitalização bancária e outros 317,70 bilhões para garantias de débitos.

Ontem, na Alemanha, jornal Die Welt informou que Merkel estaria disposta a investir 10 bilhões em recapitalização e outros 100 bilhões em garantias. No início da tarde, durante encontro entre Merkel e Sarkozy realizado em Colombey-les-Deux-Eglises, na França, a chanceler reconheceu as divergências, mas admitiu que não há saída além de uma solução européia. Em Paris, a ministra da Economia, Christine Lagarde, indicou que as negociações caminham para a maior participação dos Estados no capital dos bancos. Outro indício de que um grande acordo europeu está sendo negociado veio do secretário-geral adjunto do Palácio do Eliseu, François Pérol, chefe da missão econômica da presidência da República. Questionado sobre as chances de medidas concretas e coordenadas serem anunciadas hoje, afirmou: "O trabalho continua". As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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