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Europa começa a discutir estratégia contra a crise

Com o clima de crise e incerteza que se abate sobre a Europa, os quatro pesos pesados do continente se preparam para uma cúpula com um objetivo ambicioso: dar os primeiros passos para refundar o sistema financeiro internacional. Ontem, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou que a reunião ocorrerá em Paris nos próximos dias.

Agência Estado |

Assessores da Comissão Européia confirmaram ao Estado que estão estudando cenários para permitir que o continente possa reagir.

O encontro não será aberto aos 27 países do bloco, e só reunirá França, Alemanha, Itália e Reino Unido. O presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, e o presidente do Eurogrupo (fórum de ministros de Finanças da zona do euro), Jean-Claude Juncker, serão convidados.

Durante a Assembléia Geral da ONU, em Nova York, na semana passada, o presidente francês lançou a idéia da cúpula internacional. O encontro em Paris seria uma forma de a Europa encontrar uma posição comum nessa eventual cúpula.

A constatação, porém, é que o continente não tem uma estratégia única para lidar com a turbulência e não está conseguindo evitar a contaminação. Na França, o desemprego dá sinais de crescer e, por esse motivo, o governo fez uma reunião de emergência.

Dados apresentados ontem pela União Européia (UE) indicam que a confiança de consumidores e industriais atingiu o nível mais baixo em 15 anos. Na zona do euro, com 15 países, a taxa é a pior desde os ataques de 11 de setembro de 2001.

As maiores quedas foram nos setores de indústria, serviços e construção. Na Espanha, as vendas de casas diminuíram 31% no mês. As maiores quedas na confiança ocorreram na Holanda, Inglaterra, Espanha, Polônia e Alemanha. A previsão nesses países também é de alta no desemprego até o fim do ano.

As dificuldades no mercado de crédito já afetam o crescimento econômico da UE, reduzindo as possibilidade de financiamento a pessoas e empresas. Além disso, as intervenções no Bradford & Bingley, Fortis e Hypo Real Estate Holding demonstraram que o continente não está imune à turbulência, como afirmaram políticos da região.

O pior, segundo analistas, é que não há uma coordenação européia para lidar com a crise e cada governo, a Comissão Européia e o BCE parecem ter uma idéia diferente de quem seria o responsável por uma resposta. No pacote para salvar o Fortis, Bélgica, Luxemburgo e Holanda apenas "informaram" à UE sobre o que fariam. O BCE ficou como avalista e não pôde aprovar ou reprovar a iniciativa.

Enquanto isso, o euro atingiu US$ 1,43, pior resultado em mais de sete anos. A UE prevê que a economia do bloco vai se estagnar até o fim do ano. A Irlanda foi o primeiro país a entrar oficialmente em recessão. Agora, Alemanha e Espanha podem seguir o mesmo caminho.

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