Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Eurogrupo se reunirá amanhã para analisar situação econômica da região

Bruxelas, 6 jul (EFE).- Os ministros de Finanças da Zona do Euro (Eurogrupo) se reunirão amanhã, em Bruxelas, para examinar a difícil situação econômica da região, caracterizada pela escalada da inflação e pela diminuição das taxas de crescimento.

EFE |

A reunião acontece dias depois da decisão do Banco Central Europeu (BCE) de elevar as taxas de juros em 0,25 ponto percentual, para 4,25%, sua taxa mais alta em sete anos.

A alta da última quinta-feira foi imediatamente criticada pela França, país que exerce desde 1º de julho a Presidência semestral da União Européia (UE).

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou no sábado que o aumento da taxa "põe de joelhos" as empresas européias.

"É legítimo que, como presidente da República francesa, me pergunte se é razoável aumentar as taxas para 4,25%, quando os americanos as mantêm em 2%", declarou, em um conselho nacional de seu partido, o conservador União pelo Movimento Popular (UMP).

Já a presidente da influente Comissão de Assuntos Econômicos e Monetários do Parlamento Europeu (Econ), a socialista francesa Pervenche Berès, demonstrou na sexta-feira sua inquietação pela "interpretação muito restritiva" que o BCE fez de seu mandato, tendente a garantir a estabilidade de preços dentro da zona.

Segundo a Eurostat, a inflação na zona do euro chegou em junho a 4%, contra 3,7% em maio, o que representa o dobro da meta a médio prazo estabelecida pelo BCE.

A eurodeputada se pergunta se a estratégia de endurecimento monetário do BCE é adequada, em um momento de crescimento frágil e no qual todos os efeitos da crise financeira começam a ser sentidos.

Os críticos argumentam ainda que a alta dos juros na Europa contribuirá para uma apreciação suplementar do euro frente ao dólar.

E é a fraqueza do dólar que incita os países produtores de petróleo a aumentarem seus preços para preservar suas receitas, motivo pelo qual, no final, a alta de juros pode se traduzir em uma alta da inflação.

Bères sugeriu ainda que a tradicional neutralidade do BCE em relação à taxa de câmbio do euro pode "ter ficado defasada". EFE jms/rb/gs

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG