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Eurogrupo mostra inquietação por inflação e sinais de desaceleração

Bruxelas, 7 jul (EFE).- Os ministros de Finanças da zona do euro (Eurogrupo) expressaram hoje sua inquietação pelos sinais crescentes de desaceleração da economia européia e pela evolução da inflação, e reafirmaram a necessidade de contenção dos salários.

EFE |

"Constatamos que após um primeiro trimestre em que foi registrado um bom crescimento, o que para muitos foi uma agradável surpresa, os sinais de arrefecimento do crescimento econômico se multiplicam", declarou em entrevista coletiva o presidente do Eurogrupo e primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker.

"O segundo trimestre será muito menos radiante que o primeiro e o comprovamos, sobretudo, nos índices de confiança", disse.

O comissário europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, Joaquín Almunia, acrescentou que "não devemos ser otimistas demais" quanto ao crescimento para a segunda metade do ano.

Juncker afirmou que todos os membros da Eurozona estão "inquietos" devido à evolução que a inflação teve, registrando em junho um recorde de 4%.

"É uma preocupação não só para a autoridade monetária, mas também para a autoridade política", explicou.

Segundo Juncker, a decisão da quinta-feira passada do Banco Central Europeu de elevar as taxas de juros não foi criticada hoje pelos ministros.

"Todos nós pensamos que o BCE tem razão ao insistir, com veemência característica, na necessidade de estabelecer uma luta contra a inflação", disse.

Embora o Eurogrupo não tenha discutido o perfil da política monetária futura, Juncker considera que "a decisão de quinta-feira passada não é o começo de um novo ciclo".

"Todos nós achamos que a luta contra a inflação é da maior importância e compete não só ao Banco Central Europeu, que assumiu sua responsabilidade, mas também aos Governos".

Segundo o resumo oferecido pelo primeiro-ministro luxemburguês, os Governos também "devem contribuir com a luta contra a inflação renunciando a uma série de atos políticos que poderiam ser tentados a tomar, como aumentar a fiscalização indireta acima do que foi fixado no começo do ano".

Os quinze ministros concordaram que há necessidade de evitar efeitos secundários como uma alta dos salários, a qual "desencadearia uma espiral inflação-preços-salários", advertiu Juncker.

"A responsabilidade dos Governos é grande quando se trata da evolução salarial nos setores públicos".

Para Almunia, certos efeitos secundários já começam a ser percebidos em alguns países da Eurozona, mas por enquanto "são mais um risco que uma evidência".

"Temos que evitar que esses riscos se materializem nos próximos meses", enfatizou Almunia.

"Se além da pressão inflacionária externa, acrescentarmos estes efeitos, a situação se tornaria extremamente difícil e seria motivo de profunda preocupação", segundo o comissário.

Almunia apontou que para o aumento registrado da inflação contribuíram em um terço o preço da energia, em outro terço os alimentos, e no terço restante os serviços que estão protegidos em relação à concorrência exterior.

O Eurogrupo debateu especialmente a evolução dos preços do petróleo.

"Temos que nos acostumar ao fato de que os preços do petróleo para os meses vindouros permanecerão em um nível muito elevado, e que não devemos acompanhá-los com aumentos salariais acima do aumento da competitividade", disse Juncker.

Isto não exclui "que os Governos, dentro de suas responsabilidades, iniciem políticas de acompanhamento para estabilizar o poder aquisitivo da população mais vulnerável".

Os ministros concordaram em analisar o comportamento "às vezes pouco ortodoxo" do mercado petrolífero. Eles usaram como base um relatório que a Comissão Européia tem que apresentar até outubro.

EFE jms/bm/plc

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