Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - Tudo indicava um dia de expressiva recuperação. Mas após um brevíssimo instante de euforia, a Bolsa de Valores de São Paulo embicou para baixo, pressionada pela queda das commodities, buscando nova mínima em mais de um ano.

O Ibovespa caiu 2,35 por cento, para 50.717 pontos, o menor patamar de fechamento desde 21 de agosto de 2007. O giro financeiro somou 5,15 bilhões de reais.

No final, o anúncio de socorro do governo dos Estados Unidos às agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, que estão no centro da crise imobiliária naquele país, favoreceu Wall Street. Na Bolsa de Valores de Nova York, o índice Dow Jones subiu 2,59 por cento.

'Foi bom lá. Mas isso contribuiu para a alta do dólar, que derrubou as commodities, o setor mais importante da Bovespa.

Fomos pegos pela porta dos fundos', resumiu Miguel Daoud, sócio da consultoria Global Financial Advisor.

Esse quadro foi ilustrado por Petrobras, carro-chefe da Bovespa, que despencou 5 por cento, para 30,26 reais.

O mesmo se deu com o setor de mineração e siderurgia, tendência liderada por Vale, desabando 3,46 por cento, para 34,85 reais.

Não bastasse isso, o índice ainda foi pressionado por quedas pontuais. Uma delas BM&F Bovespa, com baixa de 5,8 por cento, a 10,17 reais.

Cesp, foi a mais castigada da carteira, com um declínio de 8,8 por cento, a 20,69 reais. Jornais veicularam no final de semana que as conversações entre os governo paulista e federal para viabilizar a privatização da geradora de eletricidade naufragaram.

Entre as poucas altas do dia, apareceram os setores financeiro e imobiliário, exatamente os mesmos que puxaram os ganhos de Wall Street. Bradesco subiu 2,15 por cento, para 30,90 reais. Melhor do índice, Cyrela avançou 4,96 por cento, a 19,05 reais.

Isoladamente, Redecard subiu 1,87 por cento, a 27,30 reais.

A administradora de cartões de crédito convocou para a próxima semana uma reunião de acionistas para votar a proposta de transferência da sede da companhia da capital paulista para Barueri.

Se aprovada, a mudança implicará numa redução dos gastos com Imposto Sobre Serviços (ISS), de 5 para 2 por cento. Em relatório, o Unibanco avaliou que a transferência trará resultados positivos para a companhia.

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