A crise imobiliária nos Estados Unidos continua preocupante. Segundo dados divulgados hoje pelo Departamento do Comércio americano, as vendas de imóveis residenciais novos nos EUA recuaram 11,5% em agosto, para 460 mil, em taxa sazonalmente ajustada, para o menor nível em 17 anos, ou seja, desde 1991.

Economistas previam vendas de 508 mil, ou queda de 1,4% em relação ao dado original de julho. Trata-se do quarto declínio nas vendas de residências novas em seis meses e, em comparação a agosto do ano passado, as vendas caíram 34,5%.

O departamento revisou os dados de julho para alta de 4%, para 520 mil; ante estimativa anterior de aumento de 2,4%, para 515 mil. Em junho, as vendas de novas residências foram revisadas para queda de 2,9%, para 500 mil. Anteriormente, o departamento havia calculado queda de 2,1% naquele mês, para 503 mil.

A mediana dos preços dos imóveis novos recuou 6,2%, para US$ 221,9 mil em agosto, em comparação a US$ 236,5 mil no mesmo mês do ano passado. O preço médio caiu 12,4% para US$ 263,9 mil, ante US$ 301,3 mil em agosto de 2007. Em julho, a mediana dos preços foi de US$ 234,9 mil e a média, US$ 299,1 mil.

Os estoques de residências tiveram declínio estimado para 408 mil imóveis à venda no final de agosto - menor nível desde agosto de 2004 -, em comparação a 427 mil em julho.

No entanto, devido à queda acentuada nas vendas, a relação entre imóveis novos à venda e imóveis vendidos, utilizada por analistas para ponderar oferta e demanda, subiu para 10,9 meses em agosto, ante 10,3 em julho. A estimativa anterior do governo para o mês de julho era de 10,1. As informações são da Dow Jones.

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