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EUA têm maior inflação desde 81

O Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês), que mede a inflação no atacado nos Estados Unidos, subiu 1,2% em julho ante junho, impulsionado pelos custos da energia e dos alimentos. O núcleo do indicador, que exclui justamente esses dois itens, avançou 0,7%.

Agência Estado |

A expectativa dos analistas era de um aumento de 0,5% para o índice cheio e de 0,7% do núcleo.

Na medição de 12 meses, o PPI disparou 9,8%, o maior nível desde junho de 1981, quando os Estados Unidos e o mundo lidavam com os efeitos do segundo choque do petróleo. Excluindo os preços dos combustíveis e dos alimentos, que são considerados os mais voláteis, o núcleo do PPI foi de 3,5%, a maior elevação desde 1991.

A alta da inflação é uma péssima notícia para uma economia que luta para não entrar em recessão. "Esses números apontam para apenas uma direção: alta dos juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central americano)", afirmou Joseph Trevisani, analista-chefe de mercados da FX Solutions. "O problema é o timing (momento). A economia simplesmente não está em uma posição que permita ao Fed elevar os juros."

Atualmente, a taxa básica de juros nos Estados Unidos está em 2% ao ano. Nesse ambiente, a saída natural seria uma elevação da taxa. No entanto, a crise econômica, associada ao enfraquecimento do sistema bancário em decorrência dos problemas no setor de hipotecas, limita a capacidade de ação do Fed, comandado atualmente por Ben Bernanke.

Em julho, os produtores pagaram pela gasolina 0,2% menos que no mês anterior e 2,6% mais pelo diesel combustível. Os custos do gás natural subiram 7,8% desde junho. Os preços dos alimentos, que em junho tinham subido 1,5%, aumentaram 0,3% em julho.

O relatório do Departamento do Trabalho mostrou, ainda, que os preços das matérias-primas, que em junho tinham aumentado 3,7%, subiram 4,2% em julho. Os preços de carros de passageiro aumentaram 1,4%, depois da alta de 2,2%, enquanto os de caminhões leves avançaram 0,8%, revertendo a queda de 1,8% em junho. Os preços de bens intermediários, por sua vez, avançaram 2,7%.

Os números do PPI foram os principais responsáveis pela queda das bolsas americanas ontem e pela valorização do euro em relação ao dólar no mercado internacional de câmbio. O Índice Dow Jones, o mais importante da Bolsa de Nova York, perdeu 1,14%, enquanto a bolsa eletrônica Nasdaq recuou 1,35%. No início da noite de ontem, o euro subiu 0,66% em relação ao dólar, para US$ 1,4789.

"Talvez os investidores tenham tentado reduzir (nas últimas semanas) a importância dos elevados preços dos bens de consumo e da inflação", observou Jack A. Ablin, chefe de investimentos do Harris Private Bank. "Mas agora descobrimos que possivelmente a situação da inflação está pior do que imaginávamos."

Entre o fim de julho e a última sexta-feira, o Dow Jones acumulava alta de 2,47%.

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