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EUA suspendem preferências tarifárias da Bolívia

Washington, 15 dez (EFE).- As alfândegas dos Estados Unidos começaram hoje a cobrar tarifas às importações da Bolívia que se beneficiavam do programa de preferências tarifárias, suspenso por Washington pela suposta falta de cooperação desse país na luta antidrogas.

EFE |

Gretchen Hamel, uma porta-voz do Escritório de Comércio Exterior dos EUA (USTR, em inglês), confirmou à Agencia Efe a entrada em vigor dos novos impostos alfandegários.

O presidente americano, George W. Bush, anunciou em 26 de novembro o fim do programa para a Bolívia, estipulado na chamada Lei de Preferências Tarifárias Andinas e Erradicação de Drogas (ATPDEA, em inglês), da qual também se beneficiam Colômbia, Peru e Equador.

Os setores bolivianos mais prejudicados são o têxtil, o madeireiro, o de couro, o de joalheria e o dos alimentos orgânicos, que até agora não tinham que pagar taxas alfandegárias para entrar nos EUA.

Segundo um documento oficial de La Paz entregue aos Estados Unidos, 25 mil empregos na Bolívia dependem diretamente do programa, e outros tantos de forma indireta.

O Governo do presidente Evo Morales alertou ao USTR que o fim do programa ocasionará desemprego nesse país e aumentará as filas das organizações de narcotraficantes.

A Casa Branca impôs a sanção pela suposta falta de cooperação das autoridades bolivianas na luta contra o tráfico de entorpecentes, que é a condição para beneficiar-se da ATPDEA.

A decisão de Washington chegou depois que Morales suspendeu as atividades do Departamento Americano Antidrogas (DEA) nesse país.

Por sua vez, a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) abandonou a região de Chapare, onde há cultivo de coca, perante as ameaças de organizações ligadas ao presidente.

A tensão também se refletiu nas relações diplomáticas. Em setembro, o presidente boliviano expulsou o embaixador americano em La Paz, Philip Goldberg, após acusá-lo de apoiar seus opositores.

Em resposta, Washington fez o mesmo com o diplomata boliviano nos EUA, Gustavo Guzmán. EFE cma/ab/jp

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