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EUA suspendem permissões de exploração de fontes de petróleo no mar

Washington, 6 mai (EFE).- O Governo dos Estados Unidos suspendeu nesta quinta-feira, de maneira temporária, a emissão de permissões de prospecção petrolífera marinha até pelo menos o fim do mês, anunciou o secretário do Interior, Ken Salazar.

EFE |

Washington, 6 mai (EFE).- O Governo dos Estados Unidos suspendeu nesta quinta-feira, de maneira temporária, a emissão de permissões de prospecção petrolífera marinha até pelo menos o fim do mês, anunciou o secretário do Interior, Ken Salazar. Em reunião com jornalistas em Houston (Texas), Salazar assinalou que a emissão das permissões será retomada de acordo com os resultados da investigação que está sendo realizada pelo derramamento de petróleo após o afundamento de uma plataforma de prospecção no Golfo do México em abril. Também dependerá de um relatório sobre uma série de recomendações que serão apresentadas ao presidente americano, Barack Obama, no final deste mês. Salazar disse que a suspensão será aplicada de forma retroativa desde 20 de abril e seguirá pelo menos até o dia 28 de maio. Até então "fica suspenso tudo o que se refere à outorga de permissões para a construção de poços no setor externo da plataforma continental", destacou. Por enquanto é desconhecido o número de projetos de prospecção petrolífera marinha que serão afetados pela decisão. Salazar falou com os jornalistas no centro de operações da companhia petrolífera British Petroleum (BP), concessionária da plataforma e empresa responsabilizada pelo Governo dos EUA pelo incidente. A plataforma afundou no dia 22 de abril, dois dias após uma explosão que causou a morte de 11 trabalhadores. O derramamento diário de cerca de 800 mil litros de petróleo, que já começou a chegar à costa do estado da Louisiana ameaça os habitats terrestre e marítimo não só desse estado, mas também de Mississipi, Alabama e Flórida. Salazar fez o anúncio no momento em que, a 75 quilômetros do litoral da Louisiana, a BP iniciava as tarefas para instalar uma caixa de aço e cimento sobre o poço submarino com a esperança de deter o fluxo de petróleo. Também coincidiu com a confirmação por parte da Guarda Litorânea que a mancha negra chegou a terra firme e tocou as ribeiras das Ilhas Chandeleur, local onde constroem ninhos as aves aquáticas da região. As primeiras manchas de petróleo foram detectadas nas praias da Ilha Freemason, no extremo sul das Ilhas Chandeleur, segundo o Comando Unificado, coalizão que reúne a Guarda Litorânea, a BP e as autoridades federais e estaduais que trabalham para conter o petróleo. EFE ojl/fm

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