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EUA revisam crescimento da economia no segundo trimestre para 3,3%

O crescimento americano foi revisado em alta no segundo trimestre, de 1,9% anunciado anteriormente para 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, principalmente devido a um balanço comercial melhor que o previsto, indicou nesta quinta-feira o departamento de Comércio.

AFP |

Os analistas esperavam um aumento de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para o período em questão.

Este é o crescimento mais forte registrado desde o terceiro trimestre de 2007. No primeiro trimestre, o PIB aumentou apenas 0,9%.

Os analistas esperavam uma forte revisão devido à melhora da balança comercial que garantiu sozinha 3,1% do crescimento do PIB.

Com a desvalorização da moeda americana nos últimos naos, as exportações aumentaram 13,2% (e não 9,2% como anunciado anterior). Já as importações registraram sua queda mais forte desde 2001: 7,6% (em vez de uma queda de 6,6%).

Os analistas acreditam no entanto que esta boa notícia não vai durar muito tempo, por causa do desaquecimento da demanda mundial e, em menor medida, a valorização recente do dólar.

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) revisou em baixa em agosto suas previsões de crescimento para o segundo semestre, sem divulgar números. Este desaquecimento da conjuntura deve favorecer uma manutenção das taxas de juros a 2% até 2009, afirmaram os analistas.

Outro fator que contribuiu para a revisão do crescimento, as empresas recorreram menos que o previsto a seus estoques, tirando deles apenas 49,4 bilhões de dólares. Isto tirou 1,44% do crescimento, em vez de 1,92.

Assim, a demanda final (o PIB menos os estoques) subiu 4,8%, em vez de uma alta de 3,9%, o que constitui a progressão mais forte desde o primeiro trimestre de 2006.

Os gastos ao consumo continuaram baixos, apesar de um pequeno aumento de 1,7% (em vez de uma alta de 1,5%): as famílias compraram um pouco mais de bens de consumo corrente e contrataram mais serviços do que o previsto.

Esta fragilidade dos gastos das famílias preocupa também os analistas. O consumo é determinante porque é tradicionalmente ele que puxa o crescimento, mas este motor vem ameaçando parar desde o início da crise do setor imobiliário.

Conforme previsto, o investimento em construção recuou 15,7%, o décimo trimestre de baixa consecutiva.

No que se refere Às empresas, o investimento aumento 2,2% (em vez de 2,3%), puxado pela infra-estrutura (+13,7%).

Enfim, os gastos públicos aumentaram 6,8% (em vez de 6,7%), puxados pela defesa.

O índice dos preços ligados aos gastos de consumo (PCE) se manteve inalterado, a 4,2%, assim como a versão deste índice calculado sem considerar a energia e a alimentação, que ficou em 2,1%. Estes índices são acompanhados de perto pelo banco central para conter a inflação.

O relatório final sobre o PIB será publicado em 26 de setembro.

cg/fga/lm

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