Washington, 12 dez (EFE).- Líderes do Congresso e do Governo dos Estados Unidos afirmaram hoje que respeitam a decisão da OMC de não convocar uma reunião ministerial na próxima semana sobre as negociações para a Rodada de Doha, e reiteraram seu compromisso de impulsionar o processo em 2009.

Os funcionários reagiram assim ao anúncio do diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, de não convocar do dia 13 ao dia 15 de dezembro próximos uma reunião dos ministros de Comércio para tentar dar nova vida às estagnadas negociações da Rodada de Doha, iniciadas há sete anos.

A representante de Comércio Exterior de EUA, Susan Schwab, disse sentir-se "decepcionada" porque seu país demonstrou "flexibilidade" para "conseguir a convergência necessária entre os membros da OMC para convocar a reunião ministerial".

"Devido a vários assuntos expressados por vários membros da OMC, ficou claro que as divergências foram grandes demais para aproximar posições neste momento", reconheceu a titular do Escritório da Representante de Comércio Exterior (USTR).

No entanto, enfatizou que os "Estados Unidos permanecem comprometidos a trabalhar com a OMC e nossos parceiros comerciais para conseguir um resultado bem-sucedido de Doha que cumpra com as promessas desta rodada".

Lamy realizou consultas com os ministros da Austrália, Brasil, China, Estados Unidos, Índia, Japão e a União Européia, e com os chefes de delegação do resto dos países, que o convenceram da falta de consenso para chegar a um acordo definitivo. EFE mp/ma

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