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EUA: rendimento dos bônus do Tesouro a 3 meses passa ao negativo

O rendimento dos bônus do Tesouro americano a três meses entrou no vermelho, pela primeira vez na história, expressando a convicção dos investidores sobre uma rápida degradação da economia.

AFP |

Este rendimento caiu a até -0,051%, ficando a -0,001% às 18H00 GMT, o que significa que os compradores adquiriram esses papéis por um preço superior do que vão cobrar no vencimento.

Os títulos com outros vencimentos se mantiveram no positivo, exceto os de quatro semanas, que foram negociados a taxa zero, totalizando 30 bilhões de dólares, devido a uma demanda quatro vezes superior à oferta, revela o site do Tesouro.

A compra de títulos a um preço superior ao do resgate revela a gravidade da crise, com os investidores apostando em uma deflação nos próximos meses.

O lado positivo é que o Tesouro americano pode se refinanciar quase sem custo.

"Nos últimos meses alguns mercados se retraíram e outros secaram por completo. A brecha entre os preços da oferta e da demanda aumentou", mas os papéis do Estado constituem uma exceção, explica em seu blog Nicholas Rowe, professor de Economia na Universidade de Carleton, em Ottawa, Canadá.

"Os bônus do Tesouro dos Estados Unidos a curto prazo se mantiveram muito líquidos, e seu rendimento caiu a zero (...) Não é um maior interesse pelo curto prazo; é uma queda da liquidez de outros ativos", estimou Rowe.

Os indicadores de evolução dos preços são tradicionalmente seguidos pelos mercados, já que determinam os rendimentos reais, e até um título negativo sobre o papel pode resultar positivo após a correção pela evolução (negativa) dos preços.

O mês de outubro registrou a mais rápida queda de preços em várias décadas, com redução dos preços no varejo de 1%, e para novembro os analistas antecipam uma queda média de 1,3%

hh/LR

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