Washington, 7 mai (EFE).- A economia dos Estados Unidos teve em abril a maior taxa de criação de postos de trabalho em quatro anos, de 290 mil empregos, embora o índice de desemprego tenha subido dois décimos, para 9,9%, informou hoje o Departamento de Trabalho americano.

Washington, 7 mai (EFE).- A economia dos Estados Unidos teve em abril a maior taxa de criação de postos de trabalho em quatro anos, de 290 mil empregos, embora o índice de desemprego tenha subido dois décimos, para 9,9%, informou hoje o Departamento de Trabalho americano. Os analistas atribuem o aumento da taxa de desemprego às melhores perspectivas no mercado de trabalho americano, que fez com que centenas de milhares de pessoas retomassem a busca por um emprego. Todos os principais setores da maior economia do mundo mostraram incrementos líquidos em seu emprego, isto é, a diferença entre demitidos e contratados. No setor privado, houve um aumento de 231 mil postos de trabalho. O presidente Barack Obama, em um breve discurso no jardim da Casa Branca, avaliou a melhora no mercado de trabalho e lembrou que "o setor privado é o motor do país". "O Governo não pode fazer tudo, mas pode criar as condições, com incentivos tributários e outros programas, para que o setor privado floresça", acrescentou. A maioria dos analistas tinha calculado que seriam criados 200 mil postos de trabalho adicionais e que o índice de desemprego cairia um décimo, para 9,6%. Os números de abril "apontam para uma mudança notável da situação desde que esta Administração iniciou sua gestão", disse a secretária de Trabalho americana, Hilda Solis. Em janeiro de 2009, quando Obama chegou à Casa Branca, a economia dos EUA perdia empregos a um ritmo mensal de 700 mil postos de trabalho. Há um ano, a perda líquida mensal foi de 528 mil empregos. "Nossa economia agregou empregos em cinco dos seis últimos meses e vimos um crescimento em uma ampla gama de setores, incluindo o de saúde, o manufatureiro, o de serviços profissionais e de negócios e o da construção", acrescentou Hilda. Somado a isso está o ajuste de números do Departamento de Comércio americano, segundo o qual a economia criou em março 230 mil empregos em vez do número preliminar de 162 mil, e obteve um lucro líquido de 39 mil empregos em fevereiro, ao invés da perda de 14 mil que tinha sido previsto inicialmente. Os dados do emprego fortaleceram o dólar, cuja cotação subiu 2,9% durante a manhã, o maior aumento diário desde fevereiro de 2009. Os cálculos mais recentes do Conselho de Assessores Econômicos de Obama indicam que o programa de estímulo econômico aprovado pelo presidente em fevereiro de 2009 tinha salvado ou criado entre 2,2 milhões e 2,8 milhões de empregos até o primeiro trimestre de 2010. O aumento do emprego no setor privado foi o quarto consecutivo e seguiu um aumento de 174 mil postos de trabalho em março. As empresas de construção civil criaram, no mês passado, 14 mil empregos, o segundo aumento mensal consecutivo. O principal componente da criação de 59 mil empregos no setor público, segundo o Departamento de Trabalho, foi a contratação temporária de cerca de 66 mil pessoas para o censo deste ano. A criação de postos de trabalho foi a maior desde março de 2006 e o aumento do índice de desemprego indica que milhares de pessoas que tinham abandonado a busca de trabalho estão retornando ao mercado acompanhando a consolidação da reativação econômica. EFE jab/pd

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