Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

EUA registram crescimento de 1,9% no segundo trimestre do ano

Por Jorge A. Bañales Washington, 31 jul (EFE).

EFE |

- Os Estados Unidos escaparam da recessão e conseguiram acelerar o ritmo de crescimento para 1,9% no segundo trimestre, encorajados pelo plano de estímulo do Governo que injetou, até agora, US$ 90 bilhões na economia.

Entre abril e junho passado, segundo o Departamento de Comércio americano, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a um ritmo anual de 1,9%.

Além disso, o Governo corrigiu em um décimo, para 0,9%, o crescimento entre janeiro e março.

A maior surpresa nos ajustes de números, no entanto, foi em relação ao último trimestre de 2007: onde antes havia um crescimento de 0,6%, agora surge uma contração de 0,2%.

A maioria dos economistas considera que uma economia está em recessão quando se registram dois meses consecutivos de contração da atividade econômica.

Nos dois trimestres anteriores, o ritmo anual de crescimento tinha sido de 4,8%.

Apesar dos números, o crescimento do segundo trimestre do ano foi menos forte do que o previsto pelos analistas, que tinham calculado uma expansão de entre 2,3% e 2,4%.

Uma pesquisa do jornal "USA Today" com 54 economistas de empresas, universidades e grêmios profissionais revelou que diminuiu a proporção de analistas que acreditam que os Estados Unidos estão em recessão, de 67% em abril para 51% este mês.

Além disso, 81% desses economistas acham que o país não passará por uma recessão nos próximos 12 meses.

O que salvou os EUA da definição geralmente aceita de recessão, segundo os dados do Governo, foi o corte no déficit do comércio exterior de bens e serviços.

Entre abril e junho, o déficit comercial diminuiu a um estimado anual de US$ 395,2 bilhões, que somou 2,4 pontos percentuais ao crescimento do PIB, a maior contribuição do setor externo à economia desde 1980.

Os números do Governo mostram que se não fosse pela contribuição do comércio exterior, o PIB teria se contraído a um ritmo anual de 0,5%, a segunda redução nos últimos três trimestres.

Também ajudou o aumento do consumo, estimulado por uma devolução de impostos que, até fins de junho, somavam quase US$ 90 bilhões.

Entre abril e junho, as despesas dos consumidores, que nos EUA equivalem a mais de dois terços da atividade econômica, cresceram a um ritmo anual de 1,5%, incentivadas pelo plano de estímulo econômico que o Governo implementou, e que contempla a devolução gradativa de impostos no valor de US$ 150 bilhões.

No primeiro trimestre, o consumo tinha crescido a um ritmo de 0,9%, o mais lento em 13 anos.

Outro índice importante neste relatório é o de preços, que, no segundo trimestre, teve um ritmo de aumento de 1,1%, o menor indicador trimestral desde 1998. No primeiro trimestre, o ritmo anual de crescimento tinha sido de 2,6%.

Outra medida da inflação que desperta grande atenção do Federal Reserve (Fed, banco central americano) em suas decisões sobre política monetária é o índice de preços em despesas de consumo, que, no segundo trimestre, registrou um ritmo anual de 2,1%, dois décimos a menos que nos três meses anteriores.

Por sua vez, o Departamento de Trabalho americano informou hoje que, no segundo trimestre, o custo da mão-de-obra subiu 0,7%, o mesmo aumento do trimestre anterior.

Em um ano, o custo da massa salarial aumentou 3%.

Um relatório separado do Departamento de Trabalho dos EUA causou pessimismo entre os investidores: os pedidos de seguro-desemprego aumentaram em 44 mil na semana passada e chegaram a 448 mil, o maior número desde abril de 2003.

Além disso, a média em quatro semanas de novas solicitações subiu em 11 mil, para 393 mil.

Na semana que terminou em 19 de julho, havia 3,28 milhões de pessoas que recebiam esse subsídio pago pelos Governos dos estados, 185 mil a mais que na semana anterior.

A média em quatro semanas do número de pessoas que recebem o subsídio cresceu em 42.750, até 3,17 milhões. EFE jab/ab/db

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG