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EUA receberão maior parte de gastos externos da Petrobras

Por Denise Luna e Rodrigo Viga Gaier RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção de gás natural da Petrobras na Bolívia em 2020 deverá ser praticamente a mesma prevista para 2009, enquanto nos Estados Unidos subirá mais de mil por cento, prevê o detalhamento do plano de negócios da Petrobras 2009-2013 com perspectivas para 2020 obtido pela Reuters.

Reuters |

Segundo o plano, os Estados Unidos deverão garantir quase 20 por cento do total de 630 mil barris diários de óleo equivalente previstos para serem produzidos em 2020, ou 120 mil barris diários. Este ano a produção nos EUA deverá ser de 7 mil boe/d, subindo para 20 mil boe/d em 2010 e ultrapassando os 100 mil boe/d em 2019.

Já na Bolívia a produção em 2020 continuará em torno dos 45 mil boe/d, a mesma prevista para este ano, que atingirá o auge de 68 mil boe/d em 2014 e voltando a cair em seguida.

Na Argentina a previsão é de que a produção caia pela metade até 2020, dos 152 mil atuais para 80 mil boe/d.

A área internacional vai investir 16,8 bilhões de dólares entre 2009 e 2013 para obter essa produção, sendo os principais recursos destinados aos Estados Unidos (4,5 bilhões de dólares); Argentina (2,7 bilhões de dólares); Nigéria (2 bilhões de dólares); e Angola (920 milhões dólares).

Novos negócios da empresa fora do país têm reservados 3,7 bilhões de dólares, sem especificar onde serão aplicados.

A Bolívia tem previsão de investimentos de 300 milhões de dólares nos próximos cinco anos, enquanto o Peru vai receber 805 milhões de dólares; o Chile cerca de 600 milhões de dólares; e a Colômbia 400 milhões de dólares no período.

Outros investimentos estão previstos para Turquia (300 milhões de dólares); Tanzânia (93 milhões de dólares); Portugal (84 milhões de dólares); entre outros menos relevantes. Cuba, por exemplo, tem previsão de receber 5 milhões de dólares nos próximos cinco anos.

De acordo com os dados, a produção da Petrobras na Turquia vai atingir 10 mil boe em 2020, começando em 2014 com 11 mil boe. Novos negócios, não especificados, vão garantir a entrada de 117 mil boe na operação externa da empresa.

A produção da companhia no exterior ficará no patamar dos 200 mil boe este ano e o próximo, subindo para mais de 300 mil a partir de 2011 e atingindo 584 mil boe em 2017 e 632 mil boe em 2020, segundo o plano da companhia.

REFINARIA

Segundo o plano de negócios, a carga total da companhia processada no exterior passará de 230 mil barris diários este ano para 470 mil b/d em 2013 e 480 mil b/d em 2020. A maior parte virá por meio de novos negócios não especificados pela companhia, que acrescentarão 264 mil b/d à produção externa a partir de 2013.

O Japão contribuirá com o refino de 75 mil b/d em 2013, contra 45 mil b/d este ano e com 90 mil b/d em 2020.

A Petrobras informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não confirma os números e que os investimentos externos serão divulgados em coletiva pelo diretor da área internacional, Jorge Zelada, em data a ser definida.

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