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EUA propõem reduzir teto de subsídio agrícola para US$ 15 bilhões; Brasil acha insuficiente

SÃO PAULO - Os Estados Unidos podem reduzir para US$ 15 bilhões o teto dos subsídios que distorcem as condições de livre comércio dados a seus produtores agrícolas. A medida só seria tomada se isso ajudar a destravar as negociações sobre a Rodada Doha e se os grandes países emergentes - Brasil incluído - concordarem em ampliar o acesso de produtos industriais a seus mercados. Este é um grande movimento, proposto de boa fé com a expectativa de que outros vão agir em reciprocidade e avançar com ofertas melhores em acesso a mercados , disse a representante comercial dos EUA, Susan Schwab.

Valor Online |

Atualmente, os EUA podem aplicar até US$ 48 bilhões nesse tipo de subsídio. De acordo com Susan, nos dez últimos anos, o valor concedido ultrapassou US$ 15 bilhões em sete deles. No ano passado, foram repassados pouco mais de US$ 7 bilhões porque o aumento dos preços dos alimentos fez com que os produtores americanos necessitassem de menos ajuda do governo.

A oferta foi feita no segundo dia da semana de negociações ministeriais com objetivo de tentar salvar a Rodada Doha. Ontem, o comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson, disse que a União Européia está disposta a cortar as tarifas no comércio de produtos agrícolas em 60% em média, desde que os países emergentes façam reduções reais em suas tarifas sobre produtos industriais e ampliem o acesso a seus mercados.

A recepção dos emergentes não foi muito calorosa. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, considerou insuficiente a oferta americana, classificando-a de pouco ambiciosa. Seu colega argentino, Jorge Taiana, disse estar decepcionado.

(Valor Online, com agências internacionais)

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