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EUA: preços ao consumidor registram queda inédita em novembro

O índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos caiu 1,7% em novembro em relação ao mês anterior, registrando seu maior recuo desde 1947, quando começou a ser calculado, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira pelo departamento do Trabalho.

AFP |

Os analistas esperavam uma redução de 1,3%.

A queda, que vem à tona em meio às expectativas pelo fim da reunião do Federal Reserve (Fed) que pode decidir por uma nova redução de sua taxa de juros, bate o recorde registrado no mês anterior, de 1,0%.

A forte baixa do índice gerou uma desaceleração da inflação anual, cuja taxa caiu em novembro para 1,1%, contra 3,7% em outubro e 5,6% em relação a seu ápice, atingido em julho.

A explicação para este movimento do índice aponta para uma queda dos preços da energia, conseqüência direta da derrubada da cotação do petróleo no mercado mundial.

Os preços dos produtos energéticos caíram 17% em novembro em relação a outubro, a maior queda registrada desde o início das estatísticas, em 1957. Os preços da gasolina registraram sua maior queda histórica, de 29,5%.

"Na medida em que os consumidores se beneficiem dos preços baixos e na medida que esta queda de preços seja de curta duração", esta redução dos preços em novembro "não é uma deflação", escreveu Stephen Gallagher, do banco Société Générale. Gallagher aponta como evidência a alta das vendas constatada durante o fim de semana prolongado do Dia de Ação de Graças, no final de novembro.

Segundo o analista, uma nova queda dos preços em dezembro pode até contribuir para o aumento dos gastos de consumo das famílias no primeiro trimestre de 2009.

Neste momento, a moderação de preços não pressiona os salários para baixo. Segundo o departamento do Trabalho, o salário semanal real médio deve aumentar 2,3% em novembro, após uma alta de 1,6% em outubro.

mj/ap

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