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EUA: petróleo dispara em NY e fecha a 70 dólares

Os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira em Nova York, sustentados pela determinação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de aplicar a redução da producão anunciada em outubro e por uma queda do dólar, no mesmo dia em que os americanos vão às urnas para escolher seu novo presidente.

AFP |

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em dezembro terminou cotado a 70,53 dólares, uma considerável alta de 6,62 dólares, recuperando 10,36% de seu valor em apenas uma sessão.

Após perder quase quatro dólares na segunda-feira, os preços voltaram a subir, impulsionados pelo "anúncio de que os Emirados Árabes Unidos haviam reduzido sua produção em 200.000 barris diários", explicou Mike Fitzpatrick, da MF Global.

A Argélia, por sua vez, reduziu sua produção de cru em 71.000 barris diários (b/d), seguindo a recente decisão da Opep de reduzir em 1,5 milhão b/d o total de sua produção.

O cartel havia decidido reduzir sua produção petroleira a partir de 1º de novembro para conter a queda dos preços do petróleo, que perderam mais da metade de seu valor desde o recorde alcançado em julho (147 dólares).

"Mais importante, a Arábia Saudita anunciou para as companhias petroleiras que restringirá o volume que poderão exportar este mês", acrescentou Fitzpatrick.

Vários analistas duvidaram de que alguns países membros da Opep aplicassem de fato a decisão do cartel, correndo o risco de ver uma redução de seus lucros e provocar a ira dos consumidores.

Por outro lado, segundo o analista da MF Global, os preços também se beneficiaram de uma "caça de ofertas natural", depois que o barril caiu abaixo dos 60 dólares.

Sustentando o movimento de recuperação, o dólar caiu em relação ao euro, a 1,30 dólar. Esta queda torna mais atraentes as matérias-primas cotadas em dólar, como o petróleo, alimentando a demanda.

A moeda americana foi afetada pelas fortes altas nas Bolsas mundiais.

gmo/ap

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