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EUA perdem 2,6 milhões empregos em 2008, a maior redução desde 1945

Jorge A. Bañales.

EFE |

Washington, 9 jan (EFE).- Os Estados Unidos perderam no ano passado cerca de 2,6 milhões de postos de trabalho, a maior redução anual desde 1945, e o índice de desemprego subiu cinco décimos em dezembro, até 7,2%, informou hoje o Governo.

"A situação é muito difícil e se requer uma ação urgente", disse o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, que será investido em 20 de janeiro e que já propôs um plano de estímulo econômico que seria o mais ambicioso desde a Grande Depressão dos anos 30.

A informação do desemprego, que confirmou os cálculos dos analistas mais pessimistas, derrubou as cotações das bolsas de valores.

Em dezembro a economia teve uma perda de 524.000 postos de trabalho, o que levou ao índice do desemprego para seu nível mais alto em 15 anos. A maior parte dos analistas calculou uma perda de 500.000 postos de trabalho e um aumento do índice para 7,1%.

"Há 3,4 milhões de pessoas que gostariam de ter um emprego em tempo integral e com com seguro de saúde, mas só conseguem emprego em tempo parcial", declarou Obama.

Em novembro foi registrada a perda de 584.000 postos de trabalho e apenas no último trimestre do ano passado desapareceram 1,9 milhão de empregos.

A eliminação de empregos em 2008 foi a maior desde os 2,8 milhões eliminados em 1945, quando terminou a Segunda Guerra Mundial e os EUA desmobilizaram milhares de soldados.

A perda mensal de empregos foi a 12ª consecutiva. Por outro lado, em 2007 a economia teve um lucro líquido de 1,1 milhão de empregos.

Os assessores de Obama afirmaram que o programa de reativação econômica teria um valor de US$ 675 bilhões a US$ 775 bilhões e a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, disse que prevê a aprovação do plano o mais tardar em 16 de fevereiro.

As informações do Departamento de Trabalho mostram que em dezembro aconteceu uma redução de 149.000 postos de trabalho no setor fabril, a maior queda desde agosto de 2001, após uma perda de 104.000 empregos na manufatura em novembro.

A diminuição incluiu o desaparecimento de 21.400 empregos nas indústrias de veículos automotores e autopeças. O setor manufatureiro, que representa 12% da economia dos EUA, teve em dezembro sua maior contração em 28 anos.

No setor da construção, que em novembro teve uma perda de 85.000 postos de trabalho, a queda foi de 101.000 unidades em dezembro.

As empresas de serviços financeiros, que em novembro tinham cortado 28.000 postos de trabalho, tiveram em dezembro uma perda líquida de outras 14.000 unidades.

O setor de serviços, que inclui desde comércios no varejo e restaurantes a bancos, companhias de seguros, companhias aéreas e hotéis, perdeu em dezembro 273.000 postos de trabalho após uma queda de 402.000 unidades no mês anterior.

O emprego governamental teve um aumento de 7.000 unidades em dezembro, após uma queda de 3.000 em novembro.

O relatório também mostrou que a semana de trabalho média caiu de 33,5 horas, em novembro, para o nível sem precedentes de 33,3 horas em dezembro. No caso dos trabalhadores de produção industrial a semana de trabalho diminuiu de 40,3 para 39,9 horas.

A remuneração semanal média dos trabalhadores subiu US$ 0,05, 0,3%, para US$ 18,36, segundo o Departamento do Trabalho americano.

EFE jab/fal

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