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EUA pedem a bancos que aceitem intervenção estatal

Washington, 20 out (EFE).- O Federal Reserve (Fed, banco central americano) pediu hoje aos bancos dos Estados Unidos que aceitem a compra de suas ações pelo Governo, programa voluntário com o qual, segundo o departamento do Tesouro, o contribuinte pode chegar a ganhar dinheiro.

EFE |

Em comunicado conjunto, o banco central e as agências reguladoras americanas estimularam as instituições financeiras do país a "aproveitar os benefícios" do programa do Tesouro, que comprará entre 1% e 3% dos seus ativos.

Este foi apenas um dos detalhes das normas que regerão o chamado "Programa de Compra de Capital", divulgado hoje pelo Governo.

As instituições que queiram obter essa injeção de dinheiro terão que apresentar solicitação até 14 de novembro.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, já convenceu nove bancos grandes do país a aceitar a entrada do Governo em seu capital.

Além disso, recebeu "amostras de interesse de um grupo amplo de bancos de todo tamanho", explicou hoje em entrevista coletiva.

Paulson afirmou que a compra pública de ações deve produzir benefícios para o contribuinte.

"Este é um investimento, não uma despesa, e não há razão para crer que este programa custará nada aos contribuintes", alegou Paulson, afirmando que o erário receberá "uma rentabilidade razoável" por suas ações.

O Governo destinará à compra de participações US$ 250 bilhões, dos quais metade aos nove grandes bancos já integrados ao programa.

O dinheiro virá do fundo de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso para restabelecer a normalidade nos mercados financeiros.

"Este programa está desenhado para atrair uma participação ampla por instituições saudáveis, de modo que também atraia capital privado a elas", acrescentou Paulson.

Para participar, as instituições financeiras terão que apresentar uma solicitação à agência reguladora que tenha jurisdição em seu setor de negócio.

Esta agência revisará a solicitação e a enviará ao departamento do Tesouro, responsável pela decisão final. EFE cma/jp

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