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EUA organizam cúpula com G20 em Washington para debater crise

Macarena Vidal. Washington, 22 out (EFE) - A cúpula sobre a crise financeira mundial ocorrerá nos dias 14 e 15 de novembro em Washington e dela participarão os países-membros do Grupo dos Vinte (G20, das nações emergentes), anunciou hoje a Casa Branca, que considera o encontro uma oportunidade para fortalecer os alicerces do capitalismo. Esta será a primeira de uma série de reuniões nas quais os líderes analisarão como enfrentar a atual crise, que ameaça causar uma forte desaceleração mundial, e principalmente como evitar outros problemas no futuro. A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse que nos encontros serão criados grupos de trabalho que estudarão as reformas institucionais e regulatórias das quais os mercados financeiros precisam. O primeiro encontro, em Washington, terá por objetivo estudar as causas da atual crise financeira, assim como as medidas tomadas para conter a queda dos mercados. Também serão formuladas recomendações que serão estudadas nas próximas reuniões.

EFE |

A cúpula, segundo Perino, "será uma grande oportunidade aos líderes para fortalecer os alicerces do capitalismo, ao abordar como melhorar seu compromisso com economias abertas e competitivas, assim como com a liberalização do comércio e o investimento".

No entanto, a porta-voz minimizou a importância das expectativas de convênios de grande alcance a longo prazo: "Não acho que desta reunião vão sair detalhes que indiquem que todo o mundo esteja de acordo de primeira".

A realização da cúpula foi antecipada no último fim de semana, durante um encontro em Camp David entre Bush, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o presidente da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso.

Ao explicar o formato do encontro, o porta-voz da Casa Branca Tony Fratto disse que o G20, que reúne tanto os principais países desenvolvidos como as economias em desenvolvimento, representa o grupo mais adequado para a cúpula, à qual assistirão chefes de Estado e primeiros-ministros.

Fratto explicou que o G20 já desenvolveu uma ampla tarefa em torno da crise e inclui tanto nações ocidentais como o resto do mundo.

"Muitos líderes achavam que convidar menos não teria incluído os países suficientes", destacou Fratto, que também disse que ampliar o convite a mais Estados poderia tornar o grupo grande demais e impedir um acordo sobre como avançar.

No entanto, afirmou, a idéia é ouvir todos, por isso, se outros países que não estiverem representados têm idéias ou preocupações determinadas, "os incentivamos a apresentá-las".

O encontro de chefes de Estado e primeiros-ministros começará com um jantar no dia 14 e se prolongará com sessões de trabalho ao longo do dia seguinte.

À reunião também foram convidados os máximos responsáveis das instituições financeiras internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) ou o Banco Mundial (BM).

A idéia de realizar o encontro em Washington é facilitar a organização -uma cúpula deste tipo normalmente é gerida por anos e, para esta, só há 23 dias para os preparativos-, assim como cortar custos, admitiu a Casa Branca.

Esta cúpula ocorrerá dez dias após a realização das eleições presidenciais americanas, nas quais concorrem o democrata Barack Obama e o republicano John McCain.

Segundo Perino, a Casa Branca buscará as opiniões do presidente eleito, mas ainda é cedo para dizer se o vencedor participará ou não da reunião.

"Não sabemos o que esse presidente vai querer fazer e, portanto, deixaremos isso em aberto por enquanto", ressaltou.

No entanto, destacou, Bush "tem muita vontade de obter as opiniões de seu sucessor sobre como avançar" para resolver a crise financeira.

Em comunicado, Obama expressou satisfação com a realização da cúpula e afirmou que os "Estados Unidos devem liderar e, além disso, outros países devem fazer parte da solução".

Por sua vez, McCain afirmou que o encontro "oferece a oportunidade de compartilhar informação, examinar idéias e comparar planos para responder às tensões financeiras".

"É uma oportunidade importante para tomar passos urgentes rumo à recuperação e à prevenção de crises similares no futuro", assegurou.

EFE mv/db

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