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EUA: medidas de socorro do Fed surtirão efeito no início de 2009

O novo mecanismo anunciado nesta terça-feira pelo Federal Reserve (Fed) para sustentar o mercado de créditos ao consumidor começará a funcionar efetivamente em fevereiro do ano que vem, segundo membros do governo americano.

AFP |

O outro programa anunciado nesta terça pelo Fed, que prevê a compra de títulos respaldados por hipotecas, emitidos por Fannie Mae e Freddie Mac, deve também começar a surtir efeito no primeiro trimestre de 2009, acrescentaram.

O Fed anunciou nesta terça-feira seu plano de injetar até 800 bilhões de dólares no sistema financeiro para comprar hipotecas e papéis atrelados.

Além disso, o banco central americano informou que vai assumir até 100 bilhões de dólares da dívida dos organismos de refinanciamento hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac, e até 500 bilhões de dólares de seus ativos vinculados a créditos hipotecários.

O Fed também indicou que lançará outro programa para comprar até 200 bilhões de dólares em valores atrelados - endossados a empréstimos estudantis, para a compra de veículos, cartões de crédito e outros empréstimos - em um esforço para reativar o mercado de crédito, atualmente estagnado.

As concessões para este tipo de dívida, que servem para refinanciar os emissores de créditos ao consumo, "caíram de maneira vertiginosa em setembro e permaneceram paralisadas em outubro", explicou a nota divulgada pelo Fed.

O Fed emprestará aos proprietários de títulos de dívida uma quantidade equivalente ao valor de sua carteira, descontada uma comissão. O empréstimo do banco central será garantido pelo valor da carteira.

O departamento do Tesouro vai usar 20 dos 700 bilhões de dólares disponibilizados pelo Congresso para garantir esse tipo de mecanismo.

"Estas medidas serão adotadas para reduzir o custo e aumentar a disponibilidade de crédito para a compra de imóveis, o que deve sustentar o mercado imobiliário e melhorar as condições dos mercados financeiros de maneira geral", explicou o Fed sobre a compra dos títulos de Fannie e Freddie.

O Federal Reserve afirma que as taxas pelas quais estas empresas estão se refinanciando e as dos empréstimos hipotecários garantidos por elas se afastaram recentemente de outras taxas de referência, colocando em risco sua viabilidade.

Isto afeta, além da Fannie Mae e do Freddie Mac, os doze bancos regionais de crédito inmobiliario (Home Loan Banks) e a Ginnie Mae (Government National Mortgage Association), que garante os ativos vinculados a créditos hipotecários por empréstimos estatais.

Os 17 bancos associados do Fed assumirão a dívida através de leilões, que vão começar já na próxima semana.

A compra de ativos respaldados por créditos hipotecários ("mortgage backed securities", MBS), por outro lado, será feita através de administradores de ativos "selecionados por um processo de livre concorrência, com a meta de iniciar estas compras antes do fim do ano", segundo o Fed.

Quebrados pela estagnação do mercado imobiliário e pela falta de liquidez, Fannie Mae e Freddie Mac mantiveram um ritmo de prejuízos colossais mesmo depois de terem sido assumidas pelo governo, no dia 7 de setembro.

As perdas do Fannie chegaram no terceiro trimestre a 28,9 bilhões de dólares, e as do Freddie, a 25,3 bilhões.

mj/ap/sd

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