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EUA, Europa e Ásia discutem novas medidas econômicas

LONDRES (Reuters) - Líderes da China e da Europa devem discutir nesta segunda-feira os próximos passos para tirar a economia mundial do precipício, enquanto medidas de estímulos já anunciadas, planejadas ou pendentes levavam otimismo aos mercados. Em Washington, a Casa Branca e parlamentares trabalharam no domingo para resolver as diferenças sobre um pacote emergencial de resgate para as montadoras, que devem incluir pelo menos 15 bilhões de dólares em empréstimos.

Reuters |

O plano ganhou urgência após dados mostrarem na sexta-feira que mais de meio milhão de empregos foram cortados no país em novembro. Além disso, uma matéria afirmou nesta segunda-feira que a japonesa Toyota Motor planeja um forte corte nos investimentos de 2009.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, revelou planos no final de semana para o maior investimento em infra-estrutura desde a década de 1950, que criará 2,5 milhões de empregos e que deve custar, segundo analistas, ao menos 500 bilhões de dólares.

EUROPA SE REÚNE

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o chefe da Comissão Européia, José Manuel Barroso, devem se reunir com líderes empresariais nesta segunda-feira para discutir a economia.

Na China, os líderes encontram-se para definir a política econômica do próximo ano, segundo a mídia estatal, em um momento em que o governo tenta estimular o crescimento e o emprego enquanto a demanda externa desacelera.

A reunião do Partido Comunista, com autoridades, ministros e líderes das províncias, acaba na quarta-feira, quando o governo deve anunciar a direção da política.

Os líderes europeus encontram-se antes de uma cúpula da União Européia em Bruxelas em 11 e 12 de dezembro que estudará as propostas da Comissão Européia para impulsionar a economia com um pacote de gastos de 200 bilhões de euros (250 bilhões de dólares).

No Japão, um abalado mercado de commercial paper forçou as empresas do país a recorrer a empréstimos bancários em um ritmo recorde. O mercado de commercial paper teve uma queda de 9,9 por cento em novembro ante igual mês de 2007, a maior em quase dois anos.

ÂNIMO NOS MERCADOS

Os mercados acionários operavam em forte alta pela manhã, motivados por esperanças de que o acordo sobre as montadoras dos Estados Unidos esteja próximo.

O índice de ações da Ásia Pacífico exceto o Japão saltava mais de 7 por cento. No Japão, a bolsa avançou 5,2 por cento. O índice de ações européias avançava mais de 5 por cento.

"Há muitas conversas sobre medidas de suporte na China, incluindo compra de mais papéis de bancos, um pacote de resgate do mercado acionário e outras medidas para impulsionar o consumo", disse Peter Lai, diretor do DBS Vickers.

A Índia anunciou no domingo que planeja gastar 4 bilhões de dólares em um pacote para estimular o crescimento econômico e restaurar a confiança abalada após ataques de militantes em Mumbai.

A Austrália começou a distribuir dinheiro para famílias e pensionistas como parte de um pacote de estímulo anunciado em outubro.

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