O governo dos Estados Unidos está estudando duas medidas drásticas para tentar resolver os problemas dos mercados financeiros: garantir bilhões de dólares em dívida bancária e assegurar temporariamente todos os depósitos em bancos no país, de acordo com o jornal americano Wall Street Journal (WSJ). Se as decisões forem implementadas, elas significarão a mais ampla intervenção governamental já ocorrida no sistema.

As principais autoridades econômicas do grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G-7) vão se reunir hoje em Washington e pretendem discutir a proposta do governo britânico de garantir até 250 bilhões de libras (US$ 432 bilhões) em dívida bancária que vencerá em um prazo de até 36 meses. A idéia do Reino Unido de expandir sua proposta para outros países tem bastante apoio de Wall Street. Segundo o porta-voz da Casa Branca, Tony Fratto, os EUA "estão revisando a idéia e discutindo com seus colegas britânicos".

Por sua vez, a idéia de garantir todos os depósitos bancários nos EUA, atualmente apenas em fase de discussão, teria como objetivo evitar maior saída de caixa das instituições financeiras, incluindo bancos pequenos e regionais. A remoção do teto das garantias exigiria que, antes, diversas agências governamentais concordassem com o fato de que existe "risco sistêmico" para a economia, invocando assim um poder legal raramente utilizado. Reguladores do setor bancário afirmam que o momento justifica uma medida como essa.

Porém, ainda não está claro se essa idéia será colocada em prática, e as autoridades americanas não alimentam expectativas de que algum anúncio poderá ser feito neste fim de semana. As informações são da Dow Jones.

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