Rio de Janeiro, 9 out (EFE) - Os Estados Unidos estão satisfeitos com os esforços desenvolvidos pelos países emergentes para coordenar respostas à atual crise financeira, disse hoje no Rio de Janeiro o secretário de Comércio americano, Carlos Gutiérrez. Estamos muito satisfeitos com que o Brasil e outros países coordenem esforços para tentar nos ajudar a superar os problemas de forma mais eficaz, disse Gutiérrez em entrevista coletiva concedida no Rio de Janeiro no primeiro de seus dois dias de visita ao Brasil. O secretário americano se referiu à reunião que as autoridades econômicas dos países-membros do Grupo dos Sete (G7, os sete países mais industrializados do mundo) realizarão amanhã em Washington. Além disso, se referiu ao encontro que as nações do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os principais países avançados e em desenvolvimento) terão nos próximos dias. O objetivo das duas reuniões é definir políticas coordenadas para enfrentar os problemas causados pela falência de várias entidades financeiras e a conseqüente redução do crédito no mundo todo. Gutierrez disse que os Estados Unidos adotaram medidas que terão efeitos a longo prazo e manifestou satisfação com as reuniões com os outros países para discutir medidas coordenadas. Esta é uma crise global de crédito e, portanto, é essencial que as medidas adotadas em cada economia sejam eficazes e bem compreendidas pelas outras nações, assegurou. A longo prazo, temos que permanecer compro...

Pelo contrário, é o momento para uma maior abertura", afirmou.

"A participação de todas as economias permitirá resultados positivos mais rápidos", acrescentou.

A reunião do G20 foi convocada na quarta-feira após uma consulta entre o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Além de EUA e Brasil, que preside o G20, o grupo é formado por Argentina, Austrália, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coréia do Sul, Turquia, Reino Unido e União Européia.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu a necessidade de que os países emergentes se reúnam para analisar a crise financeira e adotem uma posição conjunta para enfrentá-la.

"Se, como muitos dizem, os países emergentes são mais parte da solução que do problema, então é necessário que também tomem parte da decisão", assegurou Amorim. EFE cm/db

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