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EUA dizem não haver caminho óbvio para retomar Rodada de Doha

Por Doug Palmer WASHINGTON (Reuters) - As diferenças entre os Estados Unidos e os principais países em desenvolvimento, como Índia e China, que na semana passada inviabilizaram as discussões da Rodada de Doha, são complexas demais para serem rapidamente resolvidas, disse uma importante autoridade comercial dos EUA na quarta-feira.

Reuters |

'Em momentos assim, é sempre bom deixar a poeira assentar, dar um tempo para esfriar, e só então tentar descobrir um caminho plausível para seguir em frente', disse Warren Maruyama, consultor-geral do escritório de Representação Comercial dos EUA, em discurso no Instituto da Empresa Americana.

Embora haja especulações sobre uma nova reunião ministerial neste ano, Maruyama disse que isso só seria produtivo caso antes fossem desatados os nós que provocaram o fracasso de Genebra.

'Realmente não faz sentido reconvocar as pessoas e continuar às turras', afirmou.

Ele contou que a representante comercial dos EUA, Susan Schwab, falou por telefone com alguns ministros depois de Genebra, mas sem a perspectiva de uma resolução imediata do impasse.

A reunião ministerial de Genebra era considerada a última chance de resolver a Rodada de Doha da abertura comercial global antes que as negociações fossem atropeladas pelo processo eleitoral norte-americano.

A negociação foi abandonada devido a discordâncias inconciliáveis dos EUA contra a Índia e a China a respeito de um mecanismo para a proteção de pequenos produtores rurais dos países pobres em caso de surto de importações.

O presidente George W. Bush, que vai a Pequim assistir à abertura da Olimpíada, deve pedir aos líderes chineses que se empenhem mais em ressuscitar a Rodada de Doha, lançada em 2001.

'Genebra foi a primeira vez em que a China participou do círculo íntimo da Organização Mundial do Comércio. Eles foram estranhos e desajeitados às vezes. Foi frustrante que tenham se aliado à Índia (na questão das salvaguardas agrícolas). Tomara que tenha sido um aprendizado, e não um sinal para o futuro', disse Maruyama.

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