Washington, 10 set (EFE).- Os Estados Unidos expressaram hoje seu desacordo com a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), de reduzir em 520.

000 barris diários a produção do petróleo para conter a queda dos preços, porque considera que o mercado precisa de mais, e não de menos, abastecimento.

"Estamos certamente em desacordo" com a decisão da Opep, afirmou hoje a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, em sua entrevista coletiva diária.

"Gostaríamos de ver mais petróleo no mercado, não menos", acrescentou.

Por isso, disse, o presidente americano, George W. Bush, pediu que o Congresso aprove, o mais rápido possível, suas propostas energéticas para aumentar a produção nacional de petróleo e diversificar as fontes energéticas.

No primeiro semestre, Bush solicitou ao Congresso que autorizasse novas áreas de prospecção de reservas de petróleo, para aumentar o abastecimento e aliviar a pressão sobre os preços da matéria-prima.

Está previsto que a Câmara de Representantes submeta à votação, esta semana, um pacote energético que permitiria a estados do sudeste dos EUA, como Geórgia, Carolina do Norte e Virgínia, realizar prospecções petrolíferas em alto-mar.

O pacote de projetos de lei também inclui o financiamento para energia renovável e cortes fiscais para a indústria petrolífera.

Uma legislação semelhante será avaliada também pelo Senado.

A Opep anunciou esta madrugada, em Viena, um corte de sua produção real, em uma clara tentativa de frear a recente queda dos preços do petróleo nos mercados internacionais.

Diante desta tendência, os ministros de petróleo desta organização, que controla 40% da produção mundial da commodity, decidiram reduzir a extração em 520.000 barris diários (bd).

A Opep reafirmou seu compromisso de garantir um abastecimento justo e um nível adequado das reservas, em benefício de todo o mundo, mas também se mostrou disposta a "responder rapidamente a qualquer evolução que possa arriscar a estabilidade do mercado de petróleo e seus interesses". EFE cae/an

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