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EUA devem ter fundo para ativo podre

A Secretaria do Tesouro dos Estados Unidos e o Federal Reserve (Fed, o banco central do país) acertaram ontem à noite com representantes do Congresso um pacote de medidas para tentar resolver os riscos sistêmicos do mercado americano. Segundo agências internacionais, a decisão foi tomada após uma reunião entre o secretário Henry Paulson e presidente do Fed, Ben Bernanke, com líderes congressistas.

Agência Estado |

"Conversamos sobre uma abordagem integral, que exigirá que a legislação trate com ativos não líquidos e com o equilíbrio das instituições financeiras", disse Paulson. Os detalhes do plano, porém, teriam de ser trabalhados hoje e, provavelmente, no fim de semana.

O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, disse que esperava uma proposta em "questão de horas, não dias". Segundo o deputado democrata Barney Frank, a solução não terá, necessariamente, de envolver a criação de uma nova entidade. "O fato é que será algo poderoso, capaz de comprar ativos ilíquidos", disse. Há, de acordo com ele, "um acordo unânime" entre os parlamentares em torno da necessidade da nova legislação.

Segundo Bernanke, o objetivo do plano é resolver a crise financeira e, com isso, fazer com que a economia americana volte "a avançar". O mecanismo em estudo seria inspirado no Resolution Trust Corporation, agência criada no fim dos anos 80 para assumir os ativos de instituições de poupança que atravessavam forte crise.

A notícia surgiu no fim da tarde, quando o canal de notícias CNBC informou que Paulson e Bernanke estariam trabalhando em um mecanismo pelo qual o governo assumiria dívidas podres de instituições financeiras.

O senador democrata Charles Schumer, que preside o Comitê de Economia do Congresso, defendeu, em entrevista à CNBC, um mecanismo mais amplo que o RTC, com a inclusão de medidas de renegociação de hipotecas, tornando-as mais acessíveis. "Um mecanismo como o RTC iria simplesmente transferir um risco excessivo para o governo americano, sem lidar com as questões que afligem os proprietários de imóveis", declarou Schumer.

Após as declarações do senador democrata, uma ovação tomou conta do pregão na Bolsa de Valores de Nova York. O Índice Dow Jones subiu 617 pontos em relação à pontuação mais baixa do dia. Ao final do pregão, a alta do Dow Jones foi de 3,86%, para 11.019,69 pontos. O Índice S&P 500 subiu 4,3% (para 1.206,51), enquanto a bolsa eletrônica Nasdaq avançou 4,78%, para 2.199,10 pontos.

Outra notícia que animou os mercados ontem foi a decisão do Calpers, um fundo de pensão dos servidores públicos da Califórnia e o maior dos Estados Unidos, de não mais realizar operações de empréstimo de ações do Goldman Sachs e do Morgan Stanley (os dois bancos de investimentos estão sob forte pressão).

Outra notícia que ajudou a acalmar os mercados foi a decisão da UK Financial Services Authority, a CVM britânica, de banir temporariamente a venda de curto prazo de ações de instituições financeiras. Ontem também foi o dia em que entraram em vigor as novas regras da Securities and Exchange Commission (CVM americana), anunciadas na quarta-feira, para coibir a venda a descoberto de ações de todas as empresas negociadas em bolsa.

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