Washington, 19 out (EFE).- O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos confirmou hoje que detectou o primeiro caso de gripe A em um porco do país, mas enfatizou que o contágio em humanos não tem relação com o consumo de carne suína e derivados.

O porco infectado com o vírus estava exposto na feira estadual de Minnesota, onde no dia 6 de setembro foram diagnosticados quatro casos de gripe A em adolescentes, informou o departamento em comunicado.

O Secretário de Agricultura americano, Tom Vilsack, descartou que os porcos criados para consumo estejam infectados, já que os porcos de exposição, como o que possui o vírus A(H1N1), "fazem parte de ramos diferentes da indústria suína" e não costumam se misturar com os dirigidos ao mercado alimentício.

"Ninguém pode contrair esta gripe ao comer porco ou produtos derivados do porco. Comer porco é seguro", ressaltou Vilsack.

As autoridades do Departamento de Agricultura ainda analisam amostras de três porcos da feira estadual e destacaram que os animais não demonstravam sinais de doença, tendo provavelmente contraído o vírus ao entrar em contato com um dos 1,8 milhão de visitantes do evento.

Mesmo assim, a descoberta levou o departamento a contatar os principais distribuidores do país e diversas entidades comerciais, entre elas a Organização Mundial para a Saúde Animal, para garantir que "não há base científica que justifique uma restrição do comércio dos produtos do porco".

Sete países, entre eles a China, já suspenderam suas importações de produtos suínos americanos.

Vilsack visitará a China no final de mês e afirmou na semana passada que tentará convencer Pequim a eliminar essas restrições.

A gripe suína é comum em porcos de vários pontos do mundo e já foi detectado em países como Argentina, Canadá, Austrália, Irlanda, Noruega e Reino Unido. Os animais costumam se recuperar da doença.

Nos Estados Unidos, a indústria suína reforçou suas medidas de segurança biológica como forma de prevenção a uma possível infecção de porcos domésticos. As autoridades de saúde estão desenvolvendo uma vacina para os animais. EFE llb/bba

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