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EUA: déficit comercial registra leve queda de 1,2% em maio

O déficit comercial dos Estados Unidos registrou leve queda em maio, porque a fragilidade do dólar permitiu a potência econômica mundial reduzir um pouco o desequilíbrio de suas trocas com vários grandes parceiros como União Européia (UE), Japão e Canadá.

AFP |

Em US$ 59,8 bilhões, contra US$ 60,5 bilhões em abril (dado revisado em baixa), o déficit comercial surpreendeu os analistas, que esperavam um agravamento desse dado a US$ 62,2 bilhões.

Em um mês, o déficit comercial recuou 1,2%, enquanto no mês anterior o desequilíbrio das trocas havia registrado forte alta desde setembro de 2005.

O economista independente Joel Naroff destacou que este dado constituía "uma rara boa notícia num quadro econômico muito sombrio". "Pelo menos o setor comercial se mantém bom. Isto cria certas esperanças de que o crescimento pode continuar positivo", disse.

Sustentadas pela fragilidade do dólar, as exportações bateram um novo recorde, a US$ 157,5 bilhões (alta de 0,9% em relação a abril). As importações também atingiram nível recorde, a US$ 217,3 bilhões (aumento de 0,3%).

A representante americana do Comércio, Susan Schwab, não escondeu seu contentamento. "Um comércio internacional robusto é essencial para a saúde da economia americana, particularmente neste período de incertezas", declarou.

O déficit com a UE que, castigado pela força do euro permitiu exportações americanas recordes (US$ 24,2 bilhões), recuou para 7,9 bilhões (-7,6%).

Da mesma forma, as exportações para o Canadá atingiram nível histórico de US$ 24,5 bilhões, reduzindo o déficit bilateral de 26,3%, a US$ 5,4 bilhões (-26,3%).

As exportações para o Japão (6,2 bilhões) não ficaram longe de seu melhor nível e permitiram a redução de 33,3% do déficit com este país (5 bilhões).

O déficit com a China continuou aumentando em maio, a US$ 21 bilhões, contra US$ 20,2 bilhões em abril.

E a alta dos preços do petróleo empurrou o déficit comercial com os países da Opep a um nível recorde (US$ 17,9 bilhões), em razão de importações sem precedentes de US$ 23 bilhões.

As importações de petróleo (US$ 31,2 bilhões) atingiram um nível recorde, puxadas pelo nível recorde dos preços do barril (US$ 106,28 em média em maio, após uma alta inédita de US$ 9,47 em um mês).

As importações de bens alimentícios e bebidas (7,6 bilhões) bateram novo recorde, assim como a de bens de equipamentos (39,8 bilhões) e bens de consumo (US$ 41,7 bilhões).

As exportações de peças industriais (34,0 bilhões) e bens de consumo (13,4 bilhões) também bateram recorde.

No banco Société Générale, Stephen Gallagher destacou que este bom resultado comercial teria um impacto positivo sobre o crescimento do segundo trimestre, que ele avalia entre 1,0 e 1,5 ponto do PIB. Mas "manter" o ritmo é cada vez mais difícil, acrescentou.

chr/lm/sd

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