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EUA darão 17,4 bilhões de dólares para as montadoras

A ajuda federal anunciada nesta sexta-feira para os grandes construtores americanos será de 9,4 bilhões de dólares para a General Motors e 4 bilhões de dólares para a Chrysler; outros 4 bilhões suplementares serão encaminhados em fevereiro à GM, mas sob condições - a de desbloqueio da segunda parte do pacote Paulson pelo Congresso, precisou a Casa Branca.

AFP |

A ajuda federal anunciada para salvar os gigantes GM e Chrysler da quebra foi detalhada à imprensa por um assessor do presidente George Bush, Joel Kaplan.

Mas o Estado não vai assinar um cheque em branco. Se as empresas não se tornarem viáveis até 31 de março de 2009, deverão reembolsar o governo do conjunto das somas liberadas.

Exigindo esforços, tanto da parte de dirigentes dos grupos quanto dos sindicatos, a Casa Branca endureceu as condições já apresentadas durante discussões no Congresso.

A Casa Branca destacou que os beneficiários serão considerados viáveis se conseguirem fixar um valor líquido de ativos positivo, incluindo o total de seus custos presentes e futuros, e se estiverem em condições de liquidar toda a dívida com o governo.

As condições apresentadas incluem também as já discutidas no Congresso: atribuição de warrants (títulos que conferem ao Estado americano o direito de obter ações preferenciais), limitação dos prêmios aos dirigentes e a eliminação de alguns benefícios, como o uso de jets privados, poder dado ao governo de bloquear as transações superiores a 100 milhões de dólares, interdição de concessão de dividendos enquanto as empresas estiverem em débito com o Estado.

O Tesouro, que vai administrar este programa, acrescentou novas condições: redução dos dois terços da dívida por uma conversão do débito em capital; financiamento do fundo de proteção social das aposentadorias sob forma de ações; eliminação do dispositivo que permite aos assalariados em desemprego técnico receber seu salário; adoção de convenções de empresas que permitam aos construtores ser competitivos e alinhamento de salários com os praticados pelos construtores estrangeiros em solo americano até 31 de dezembro de 2009.

Por sua vez, o secretário do Tesouro americano Henry Paulson anunciou que ia pedir em breve ao Congresso desbloquear a segunda parte de 350 bilhões de dólares previstos no plano de resgate do sistema financeiro aprovado em outubro.

O presidente da Chrysler Robert Nardelli declarou que seu grupo "estava determinado a preencher as condições exigidas", enquanto que a GM se disse "muito confiante" em sua capacidade de respeitar as condições.

O terceiro dos "Big Three" de Detroit, Ford, confirmou não ter necessidade de ajuda do Estado.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, demonstrou satifação nesta sexta-feira com o pacote aprovado, aproveitando para pedir às montadoras que não desperdicem a oportunidade para uma restruturação a longo prazo para salvar a indústria.

"As ações de hoje representam um passo necessário para evitar o colapso na nossa indústria automotiva, o que teria conseqüências devastadoras para a economia e nossos trabalhadores", disse Obama em comunicado.

"As montadoras não devem desperdiçar esta oportunidade de reformar as más práticas de gerência e iniciar uma restruturação a longo prazo que é absolutamente necessária para salvar esta indústria crítica e o trabalho de milhões de americanos que dependem dela", concluiu.

lal/cel/sd

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