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EUA criticam postura inflexível de China e Índia em Doha

Genebra, 29 jul (EFE) - A representante de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, criticou hoje que alguns países -em referência à China e Índia- tenham impedido um acordo sobre a Rodada de Doha com seu protecionismo, em um momento de crise mundial pelos preços dos alimentos.

EFE |

Em declarações à imprensa, Schwab lamentou que, na reunião que acaba de fracassar, e que tinha sido convocada para salvar a Rodada de Doha sobre a liberalização comercial, "todos os progressos" obtidos nos últimos dias tenham vindo abaixo pelo "protecionismo" de alguns membros frente à abertura de mercados.

A representante americana ressaltou que é "irônico" que não se tenha conseguido um acordo para abrir os mercados agrícolas em um momento de altos "preços mundiais dos alimentos".

Schwab, que representa um dos países mais inflexíveis nas conversas, insistiu assim em suas acusações à Índia e à China e às reivindicações de ambas as nações para conservar salvaguardas que protejam os cultivos agrícolas, como algodão, açúcar ou arroz, das importações em massa.

Washington se negou a cortar os muitos subsídios que concede aos agricultores, especialmente aos algodoeiros, uma exigência dos países emergentes.

"É muito infeliz que o projeto de sexta-feira (do diretor-geral da OMC, Pascal Lamy) que negociamos não se torne realidade", disse a representante dos EUA.

As principais potências comerciais (Austrália, Brasil, China, Estados Unidos, Índia, Japão e a União Européia) não chegaram a um acordo sobre como e quanto abrir seus mercados agrícolas e industriais, enquanto as nações ricas deveriam cortar seus subsídios e definir que tipo de proteção devia se permitir aos países pobres.

EFE ms/db

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