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EUA cortam vagas pelo 6o mês seguido e vêem mais dificuldades

Por Alister Bull WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos cortaram postos de trabalho pelo sexto mês seguido em junho, na maior sequência negativa desde 2002, mostraram dados do governo nesta quinta-feira.

Reuters |

Além disso, um outro relatório divulgado nesta quinta revelou que os novos pedidos de auxílio-desemprego saltaram para 404 mil.

'Isso mostra que o mercado de trabalho ainda está muito fraco. Nós não estamos vendo cortes dramáticos de empregos, mas as companhias estão claramente tentando conter os custos', disse Gary Thayer, economista sênior do Wachovia Securities, em St. Louis.

Segundo o Departamento de Trabalho, a taxa de desemprego permaneceu em 5,5 por cento em junho, mas 62 mil vagas foram fechadas fora do setor agrícola. Com o crescimento econômico afetado pela crise no mercado imobiliário, as perdas no ano já chegam a 438 mil.

Analistas ouvidos pela Reuters esperavam que a taxa de desemprego caísse para 5,4 por cento, com 60 mil postos de trabalho a menos. Em maio, foram fechados também 62 mil vagas.

RENDA TÍMIDA

O ganho médio por hora de trabalho, um indicador monitorado de perto pelo Federal Reserve por mostrar se as pressões inflacionárias estão se transformando em salários maiores, subiu 6 centavos em junho, ou 0,3 por cento, para 18,01 dólares.

A alta em termos anuais é de 3,4 por cento, a menor desde janeiro de 2006.

Na semana passada, o Fed interrompeu a sequência de cortes no juro e manteve a taxa básica em 2 por cento. Ele alertou que os riscos de inflação aumentaram em meio à subida dos preços de energia e alimentos. O banco central norte-americano vinha reduzindo o juro para proteger a economia da crise no mercado imobiliário.

'Isso mostra que o Fed tem que manter a política monetária inalterada agora. Vimos cortes no juro ao longo de todo o ano e isso sugere que subir a taxa agora provavelmente abalaria a economia de forma significativa', disse Thayer.

Outro relatório mostrou que os pedidos de auxílio-desemprego subiram em 16 mil na semana passada, para 404 mil. A média quadrissemanal cresceu pela quarta vez seguida, para 390.500 --a maior desde outubro de 2005, logo após o furacão Katrina.

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