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EUA chegam a acordo com Brasil para evitar represálias comerciais

Brasília, 20 abr (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que seu Governo chegou a um acordo com os EUA

EFE |

Brasília, 20 abr (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que seu Governo chegou a um acordo com os Estados Unidos para evitar a aplicação de represálias comerciais ao país no marco do litígio na Organização Mundial do Comércio pelos subsídios ilegais ao algodão. "Graças a Deus, concluímos o acordo e o algodão (americano) vai perder o subsídio que tinha e os pobres da África, de países como Benin, que produz 400 mil toneladas de algodão, vão poder viver mais tranquilamente", disse Lula. O Ministério de Relações Exteriores informou que o Governo americano pretende submeter os subsídios que concede aos produtores rurais de algodão a exame. Esta é a principal medida que Washington deve tomar para evitar a alta de tarifas que afetaria uma centena de produtos que o país exporta para o Brasil com um custo de US$ 829 milhões. As autoridades americanas também vão reconhecer Santa Catarina como zona livre de febre aftosa, algo que a Organização Mundial da Saúde fez há três anos. Além disso, o Governo dos Estados Unidos vai criar um fundo de US$ 147,3 milhões para financiar projetos na área do algodão no Brasil, uma compensação pelos subsídios que prejudicaram os exportadores brasileiros. Cauteleso, o Governo anunciou hoje que vai adiar em 60 dias a aplicação destas represálias, que tinham sido autorizadas pela OMC. Este é o segundo adiamento decretado pelas autoridades, que tomaram a medida enquanto as negociações se estendiam. O Brasil se dispôs a elevar as tarifas sobre uma centena de produtos e estudava aplicar outras medidas como a suspensão de patentes de remédios e a falta de pagamento dos direitos autorais sobre produtos audiovisuais. Estas medidas foram autorizadas pela OMC para compensar os subsídios ilegais que os Estados Unidos manteve a seus produtores de algodão durante anos, competindo de forma desleal e prejudicando os exportadores brasileiros. EFE mp/pb
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